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24/07/2026
3 min

M. Dias Branco (MDIA3): Safra vê alta no volume de vendas, mas corta preço-alvo por desafios no setor

M. Dias Branco (MDIA3): Safra vê alta no volume de vendas, mas corta preço-alvo por desafios no setor

Com uma expectativa de um segundo trimestre de 2026 para a M.Dias Branco (MDIA3) com resultados mais fracos e um crescimento no volume de vendas modesto, o Safra reduziu suas projeções para a empresa, com um corte do preço-alvo de R$ 29 para R$ 21,50, mantendo uma recomendação neutra.

Para o banco, o consenso do mercado está otimista demais, principalmente a partir de 2027. E apesar do preço atual da ação já refletir um cenário difícil, o Safra não enxerga muitas chances de melhora uma consistente dos lucros ou melhora das margens.

A projeção dos analistas é de uma receita líquida de R$ 2,695 bilhões, uma queda de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025.



Cenário macroeconômico difícil para MDIA3

Apesar da expectativa de um crescimento no volume de vendas de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 466 mil toneladas, esta será compensada por uma queda de 3% nos preços médios, devido a um índice de consumo fraco e ambiente macroeconômico desafiador.

Segundo o relatório, a demanda pelos principais produtos da M. Dias Branco, como bolachas e massas, continua baixa, pressionada pela redução de renda disponível dos consumidores, isso, combinado a um ambiente competitivo, tornam difícil o aumento dos preços.

Em relação aos custos o cenário é favorável no curto prazo, com os preços do trigo em uma baixa histórica e o recuo dos preços do óleo de palma, depois de uma alta recente, tendo em vista possíveis efeitos negativos do El Niño.

A alta no preço do petróleo deve aumentar o combustível e pressionar os custos do frete. O relatório prevê também um aumento nas despesas relacionadas a mão de obra e marketing, em busca de apoiar a execução de estratégia comercial da empresa.

O Banco não enxerga a curto prazo uma melhora na lucratividade da empresa, por isso reduz a estimativa de Ebitda em 19% para o período de 2026 a 2028, uma projeção consideravelmente abaixo das estimativas médias do mercado. Para o 2T26 prevê um Ebitda ajustado R$ 326 milhões, uma queda de 9% em relação ao ano anterior.

A análise do Safra também é mais conservadora em relação ao capex, uma aumento de 63% na estimativa para o preíodo de 2026/ 2027, com um maior investimento em automação e modernização de infraestrutura.

O investimento deve gerar benefícios a longo termo, mas pode pesar sobre o fluxo de caixa no curto prazo. De forma que os analistas prevêm um FCF estimado de 4% para 2026, ante aos 20% de 2025.

A margem Ebitda estimada também deve recuar, de 13,1% no 2T25 para 12,1%, uma contração de 104 pontos-base.

Apesar da ação estar sendo negociada a 8,9 vezes o lucro esperado para 2026, um desconto de 23% em relação à média histórica dos últimos cinco anos, o Safra não enxerga oportunidades de reavaliação a curto prazo.

Segundo a análise, os principais riscos que podem prejudicar ainda mais os resultados futuros da M. Dias Branco são os preços das commodities e taxa de câmbio, mudanças no sistema tributário brasileiro e o cenário macro econômico em geral.

AutorIsabella Gargano
FonteMoney Times
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