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08/06/2026
3 min

Magalu fecha parceria com Amazon para vender 12 mil produtos na plataforma

Magalu fecha parceria com Amazon para vender 12 mil produtos na plataforma

O Magazine Luiza anunciou nesta segunda-feira uma parceria com a Amazon Brasil para disponibilizar mais de 12 mil produtos dentro da plataforma americana. A iniciativa inclui itens das marcas KaBuM!, Época Cosméticos e Netshoes, com entregas operadas pela Magalog, transportadora independente do grupo.

O portfólio disponível na Amazon.com.br abrangerá geladeiras, TVs, PCs gamer, tênis e cosméticos premium — categorias em que o Magalu já ocupa posição de liderança. Segundo Frederico Trajano, CEO da companhia, o grupo detém cerca de 20% do mercado brasileiro de bens duráveis.

"Nossa estratégia é acelerar ainda mais as vendas das nossas categorias core", disse Trajano, em comunicado sobre o acordo. "Essa nova frente com a Amazon contribui para aumentar nossa audiência digital, alcançar um número ainda maior de clientes e alavancar nossas vendas de forma rentável e imediata."

Além dos produtos: logística e lojas físicas na mesa

A parceria não se limita à oferta de itens no catálogo. As duas empresas também estudam permitir que produtos do Magalu se tornem elegíveis ao programa Prime, formalizar a Magalog como prestadora de serviços logísticos da Amazon no país e usar as mais de 1.200 lojas físicas da rede como pontos de entrega e retirada de pedidos.

Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, afirmou que o acordo reforça o objetivo da empresa de construir "a loja mais completa e rápida do país". O Magalu tem quase 1.250 lojas em 19 estados e no Distrito Federal, além de um aplicativo com mais de 50 milhões de usuários ativos mensais.

O contexto: varejistas trocam audiências entre si

O movimento segue um padrão que já se tornou recorrente no varejo digital brasileiro. Em outubro de 2025, a Casas Bahia anunciou que passaria a vender no Mercado Livre, com o objetivo de ampliar canais e consolidar sua posição em eletrodomésticos, eletrônicos e móveis.

A lógica por trás desses acordos é a mesma: varejistas com marca consolidada e estoque robusto ganham acesso a uma base de consumidores que não alcançariam sozinhos, enquanto as plataformas ampliam o sortimento sem precisar investir em produto próprio.

Novo ciclo estratégico do Magalu

A parceria com a Amazon está alinhada ao novo ciclo estratégico do Magalu, que prevê a aceleração das vendas do e-commerce de bens duráveis por meio de novos canais, com foco em rentabilidade sustentável. No primeiro trimestre de 2026, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 33,9 milhões, resultado pressionado justamente pela queda nas vendas digitais.

Para a Amazon, a chegada do Magalu reforça uma estratégia de expansão acelerada no Brasil. A empresa vem intensificando sua disputa com Mercado Livre e Shopee desde 2025, quando zerou taxas de armazenamento e envio do programa Fulfillment by Amazon durante a temporada de Black Friday para atrair vendedores. Na última década, a Amazon investiu R$ 55 bilhões no país.

AutorMitchel Diniz
FonteExame
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