Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
Magazine Luiza entra em filão já ocupado por Shopee, Mercado Livre e Assai, mas há um porém; entenda como funciona a nova autorização e qual a vantagem para a varejista

As varejistas online têm um novo filão de mercado: a venda de medicamentos. E, depois de uma decisão da Anvisa, o Magazine Luiza (MGLU3) passou a ser autorizado a participar desse crescimento, levando as ações a subirem na bolsa.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu ontem (22) a proibição de vendas de medicamentos na plataforma, segundo publicação no Diário Oficial hoje.
A resolução revogou uma pedida preventiva que estava em vigor desde dezembro de 2021, que proibia a empresa de comercializar, distribuir e fazer propaganda de remédios.
Mas há um porém: essa venda deve ser feita por farmácias ou drogarias regularmente licenciadas, que contratam a varejista apenas por seu serviço de plataforma de vendas, logística e entrega ao consumidor.
A varejista chegou a subir mais de 6% hoje. Por volta das 13h30, a alta era de 4,41%.
O remédio para o crescimento do Magalu
A proximidade é o nome do jogo no caso da venda de medicamentos. Enquanto as farmácias abrem uma loja em cada esquina, no mundo online o que importa é entregar os produtos rapidamente ao consumidor.
Além da recorrência de uso de sua plataforma e fidelização do cliente, o Magazine Luiza também ganha quando essas farmácias parceiras usam sua estrutura de vendas e logística, por meio de comissões de vendas.
O Magalu não é a única plataforma de comércio eletrônico autorizada a vender remédios por meio de farmácias parceiras, e nem a primeira.
- LEIA TAMBÉM: Efeito Mounjaro: farmácias seguem no radar do BTG com boom dos GLP-1e avanço de genéricos
iFood e Rappi são alguns dos aplicativos de delivery que já atuam no setor, e a Shopee já havia recebido autorização da Anvisa para vender remédios.
O Mercado Livre também entrou no segmento, mas apenas na sua operação no México. No Brasil, o Meli tem um projeto piloto, através de uma farmácia cadastrada.
A autorização não está restrita a plataformas online. Em julho, o Assai (ASAI3) abriu sua primeira farmácia dentro do ambiente de um supermercado.
Todas essas iniciativas vêm de uma nova lei, sancionada pelo governo Lula em março, que permite que supermercados e varejistas online possam vender medicamentos dentro da sua área de vendas.
No entanto, isso não significa que os remédios para dor de cabeça e diabetes estarão ao lado das frutas, legumes e produtos de limpeza. A lei exige que seja feito um espaço separado, com caixa distinto e a presença de um farmacêutico. Já no caso das plataformas de marketplace, a venda acontece por meio de farmácias parceiras.
