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NegóciosMPOL
12/07/2026
5 min

Maior estádio do mundo custará US$ 500 milhões e pode receber a final da Copa em 2030

Maior estádio do mundo custará US$ 500 milhões e pode receber a final da Copa em 2030

O Marrocosestá construindo aquele que promete ser o maior estádio de futebol do mundo. Com capacidade para 115 mil torcedores e custo estimado em US$ 500 milhões, o Grand Stade Hassan II poderá receber a final da Copa do Mundo de 2030.

A escolha do palco da decisão ainda não foi confirmada pela Fifa, mas o país africano trabalha para colocar a nova arena no centro do próximo Mundial, que será organizado em conjunto com Espanha e Portugal.

“Eles estão acabando agora esse que vai ser um grande estádio, onde esperam que seja a final. Ainda não está decidido, mas deve ser lá”, afirma Alexandre Guido Lopes Parola, embaixador do Brasil no Marrocos.

Localizado na região de El Mansouria e Benslimane, nos arredores de Casablanca, o estádio deverá ser concluído em 2028, dois anos antes da competição. O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla do Marrocos para usar o futebol como motor de investimentos, turismo e modernização da infraestrutura.

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Como será o maior estádio do mundo

O Grand Stade Hassan II terá seu desenho inspirado nas tradicionais tendas marroquinas utilizadas nos chamados moussems, com encontros culturais e religiosos realizados no país. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelos escritórios Oualalou + Choi e Populous.

O investimento total está estimado em 5 bilhões de dirhams, o equivalente a aproximadamente US$ 500 milhões. Desse total, cerca de 3,2 bilhões de dirhams — aproximadamente US$ 320 milhões — serão destinados à segunda fase das obras, contratada com as empresas locais TGCC e SGTM.

O financiamento envolve o governo marroquino e a Caisse de Dépôt et de Gestion, instituição financeira pública do país. Além de receber partidas da Copa de 2030, a arena deverá se tornar a principal casa da seleção marroquina.

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Um estádio dentro de um projeto de US$ 6 bilhões

A obra representa apenas uma parte dos investimentos planejados pelo Marrocos para a Copa do Mundo de 2030.

O país deve aplicar cerca de US$ 6 bilhões na preparação para o torneio, incluindo estádios, aeroportos, transporte ferroviário, rodovias, hotéis e modernização urbana.

Somente os aeroportos devem receber cerca de US$ 4,2 bilhões em ampliações e melhorias. A meta é elevar a capacidade turística para 26 milhões de visitantes por ano até 2030 e acrescentar entre 100 mil e 150 mil leitos à rede hoteleira.

Segundo Parola, as mudanças já são visíveis em diferentes regiões do país.

“Você vê, dia a dia, as coisas mudando e acontecendo. Muitos hotéis estão sendo construídos, as linhas de trem de alta velocidade estão sendo ampliadas e as cidades estão sendo modernizadas”, afirma o embaixador.

A rede ferroviária é uma das prioridades.

“Até a Copa, você deve ter um trem que liga o norte ao sul do Marrocos inteiro. Será um trem de alta velocidade”, diz o embaixador.

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Copa Africana serviu como ensaio para 2030

Antes do Mundial, o Marrocos utilizou a Copa Africana de Nações de 2025/2026 como uma prova de sua capacidade de organizar grandes competições.

O torneio gerou impacto econômico superior a € 1 bilhão, equivalente a cerca de US$ 1,17 bilhão, segundo dados reunidos no relatório econômico sobre o país. O evento também contribuiu para o recorde de 19,8 milhões de turistas em 2025 e para a criação de aproximadamente 100 mil empregos diretos e indiretos.

Cerca de 3 mil empresas marroquinas participaram da cadeia de fornecedores, em setores como logística, hotelaria, alimentação, segurança e serviços. Projetos de infraestrutura que normalmente levariam uma década foram concluídos em aproximadamente dois anos, deixando cerca de 80% da estrutura exigida para 2030 já encaminhada.

“Eles fizeram uma sequência de coisas muito bem organizada, porque organizaram a Copa da África. Com isso, já inauguraram vários estádios”, afirma Parola.

A disputa pela final da Copa de 2030

Para o Marrocos, sediar a final teria valor econômico e simbólico. Além de atrair turistas e investimentos, o evento consolidaria o país como um dos principais polos esportivos, industriais e logísticos da África.

O maior estádio do mundo também será uma vitrine para o processo de transformação econômica do país. O setor de construção civil avança ao lado do turismo, da hotelaria, da indústria automotiva, do setor aeroespacial e da produção de energia renovável.

“A base industrial do Marrocos já passou a da África do Sul e é hoje a maior da África. Eles estão construindo essa base, que está dando muita musculatura ao país”, afirma o embaixador.

Até 2030, o Marrocos seguirá em obras dentro e fora de campo. O Grand Stade Hassan II será o símbolo mais visível desse movimento.

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AutorLayane Serrano
FonteExame
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