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Sacre Investimentos
EmpresasACS
02/10/2026
3 min

Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?

Nova controladora pretende retirar a companhia do Novo Mercado e já promoveu uma troca de comando; detalhes da oferta aos demais acionistas ainda serão divulgados

Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?

A Desktop (DESK3) tem uma nova dona e logo deve ser mais uma empresa no extenso grupo das que deixaram a B3 nos últimos tempos. Por meio de uma subsidiária, a Claro concluiu a compra de 72,83% das ações da companhia por R$ 1,75 bilhão. O negócio envolve 84,7 milhões de papéis ordinários, ao preço de R$ 20,63 por ação, sujeito aos ajustes previstos no contrato.

A operação havia sido anunciada em março deste ano. O grupo de telecomunicações também anunciou que prepara uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para retirar a Desktop da bolsa, mas os detalhes da oferta ainda não foram divulgados. O calendário e as condições completas de pagamento aos demais acionistas serão conhecidos no edital da OPA.

O adeus da Desktop à bolsa

A Claro pretende reunir três objetivos em uma única oferta: comprar as ações dos demais investidores em decorrência da troca de controle, retirar a Desktop do Novo Mercado e converter seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) da categoria A para B.

A primeira parte da operação permite que os demais acionistas vendam seus papéis nas condições anunciadas pela compradora do controle. A oferta abrangerá até a totalidade das ações ordinárias desses investidores, incluindo as pertencentes aos administradores. Os papéis em tesouraria ficarão de fora.

Já as outras duas partes estão ligadas ao futuro da Desktop na bolsa. A conversão para a categoria B é o mecanismo escolhido para encerrar a negociação de suas ações, mantendo o registro da empresa na CVM para outros valores mobiliários permitidos nessa categoria. A proposta, portanto, não é cancelar completamente o registro de companhia aberta.

Há, porém, uma ressalva: a Claro poderá desistir da conversão de registro e da saída do Novo Mercado. Se isso acontecer, seguirá apenas com a OPA decorrente da aquisição do controle.

A mudança de dona já está concluída; a saída da bolsa ainda depende dos próximos passos da oferta. Nos documentos, as empresas não informaram a data do leilão. O pedido de registro será apresentado à CVM no prazo regulamentar, e o edital trará as condições completas.

O que a Claro quer com a Desktop?

A justificativa apresentada pela operadora é ampliar sua atuação em banda larga fixa, integrando a base de clientes, a rede e a presença regional da Desktop. Ao adquirir o controle, a Claro passa a comandar uma estrutura já existente para expandir essa operação.

Embora a integração dos negócios seja o objetivo declarado, a Claro informou que ainda não há definição sobre uma eventual fusão, cisão ou incorporação da Desktop. Por enquanto, os movimentos concretos são a troca do controle, a mudança da administração e a preparação da OPA.

A chegada da Claro ao controle da Desktop também trouxe uma troca de comando. No mesmo dia em que a aquisição foi concluída, cinco integrantes da diretoria renunciaram aos cargos, incluindo o então presidente, Denio Alves Lindo. Para substituí-lo, o conselho de administração elegeu Rodrigo Marques de Oliveira como CEO da companhia.

Roberto Catalão Cardoso assumiu os cargos de CFO e de relações com investidores. Ambos terão mandato até a assembleia geral ordinária que avaliará as demonstrações financeiras de 2026.

Também houve mudanças no conselho de administração, com a entrada de José Antônio Guaraldi Felix, Rodrigo Marques de Oliveira e Roberto Catalão Cardoso. Uma assembleia extraordinária ainda será convocada para deliberar sobre a nova composição do colegiado.

AutorBia Azevedo
FonteSeu Dinheiro
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