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Sacre Investimentos
Mercado ImobiliárioFII
05/09/2026
4 min

Mansão do dono da Marabraz vai a leilão por R$ 72 milhões no Alphaville

Imóvel foi penhorado em processo movido contra Nasser Fares, com dívida de R$ 2,40 milhões

Mansão do dono da Marabraz vai a leilão por R$ 72 milhões no Alphaville

A mansão de Nasser Fares, dono e CEO da Marabraz, será leiloada em outubro por determinação da Justiça. O imóvel, localizado no condomínio Tamboré Residencial 2, em Santana de Parnaíba (SP), na região do Alphaville, foi avaliado em R$ 72,83 milhões na primeira praça.

O leilão será realizado de forma eletrônica pelo portal Bayit, e a primeira praça começa às 14h (horário de Brasília) de 6 de outubro e termina às 14h de 9 de outubro de 2026. Caso não haja lance igual ou superior ao valor de avaliação, a segunda praça começa às 14h01 de 9 de outubro e termina às 14h de 29 de outubro.

Nessa segunda etapa, o edital estabelece valor mínimo com 30% de desconto, isto é, cerca de R$ 50.983.644,57.

A propriedade tem 2.640,04 metros quadrados (m²) de área construída, sendo 2.496,94 m² de residência e 143,10 m² de piscina. O terreno tem 5.130,85 m². A casa fica na Alameda Páscoa, no condomínio de alto padrão "localizado em um dos loteamentos fechados mais exclusivos, seguros e valorizados da região", segundo o Bayit.

Por que a mansão está sendo leiloada?

O imóvel foi penhorado em um cumprimento de sentença movido por Silvio Torres Soares contra Nasser Fares. O processo tramita na 1ª Vara Cível do Foro Regional XI de Pinheiros, em São Paulo. O edital aponta débito de R$ 2,40 milhões, referente a agosto de 2026.

O leilão ocorre enquanto a Marabraz enfrenta uma crise financeira e entrou com pedido de recuperação judicial (RJ), com passivo inicialmente estimado em cerca de R$ 140 milhões. A empresa atribui parte da deterioração à perda de acesso a imóveis que eram usados como garantia para obtenção de crédito.

Quanto custa participar do leilão

Na primeira praça, a avaliação atualizada é de R$ 72,83 milhões, com incremento mínimo de R$ 100 mil entre os lances. Além do valor da arrematação, o comprador terá de pagar 5% de comissão ao leiloeiro, à vista ou parcelado. No parcelamento, é exigida uma entrada de pelo menos 25%, e o saldo pode ser pago em até 30 meses, com correção monetária.

O fundador da Bayit, Avraham Dichi, explicou que ativos de ultraluxo nessa faixa de valor são "raridades absolutas" em leilões públicos. "O que torna esta operação atraente do ponto de vista financeiro é a combinação de desconto e segurança jurídica", na sua visão.

"Como a dívida que gerou o leilão é na pessoa física, o processo corre em paralelo e de forma totalmente independente da Recuperação Judicial da empresa. Na prática, o investidor adquire um ativo de altíssima liquidez, com até 30% de desconto na segunda praça", acrescentou.

Ele vê que o mercado de leilões se consolidou como uma tese de investimento em 2026. "Com juros ainda altos e o crédito engessado, o investidor busca o desconto médio de 37% como margem de proteção e ganho de capital imediato", alivou Dichi.

"Na Bayit, o interesse foi além da alta de 20% na oferta de imóveis entre janeiro e setembro, nossos lances mais que triplicaram (de 271 para 890), os negócios fechados saltaram de 26 para 78 e a base de clientes triplicou, impulsionada pela maior agilidade no processo de posse", disse o executivo.

Como participar do leilão

O interessado deve se cadastrar previamente no portal Bayit, com pelo menos 24 horas de antecedência. Pessoas físicas precisam apresentar documento com foto, Cadastro de Pessoa Física (CPF), comprovante de endereço e, se aplicável, certidão de casamento. Os lances são feitos diretamente pela plataforma.

O imóvel será vendido no estado em que se encontra e sem garantia.

As despesas com transferência, eventual desocupação e imissão na posse ficam a cargo do arrematante. O edital informa ainda que não há débitos de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) em aberto. Ofertas realizadas nos três minutos finais prorrogam a disputa por mais três minutos.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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