‘Medida eleitoreira, ilegal, populista e criminosa’: O que disseram Flávio Bolsonaro, Renan e Zema sobre reajuste do Bolsa Família
Candidatos à Presidência da República reagiram com críticas pesadas ao reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta seu quarto mandato. Principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) classificou o reajuste como “ilegal e proibido”, por ter sido feito durante as eleições. “Não caiam em mais […]

Candidatos à Presidência da República reagiram com críticas pesadas ao reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta seu quarto mandato. Principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) classificou o reajuste como “ilegal e proibido”, por ter sido feito durante as eleições.
“Não caiam em mais uma promessa da campanha, porque Lula age no desespero, acabou de fazer um decreto mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo, faltando 17 dias para as eleições”, declarou o candidato do PL, durante comício em Vitória da Conquista (BA).
“Ele acha que vai enganar alguém com o reajuste do Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas é o desespero, porque sabe que está perdendo”, continuou. No entanto, Flávio Bolsonaro não citou no discurso que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), quando presidente, em 2022, a 100 dias do primeiro turno promoveu um aumento de 50%, de R$ 400 para R$ 600, no Auxílio Brasil, como foi rebatizado o Bolsa Família à época.
Renan Santos vai à Justiça
O candidato à presidência da República Renan Santos (Missão) chamou o reajuste no Bolsa Família de medida “populista e criminosa” e afirmou que irá acionar a Justiça Eleitoral para derrubá-la. “Estou entrando agora na Justiça Eleitoral para derrubar essa medida populista e criminosa do Lula. Os demais não vão fazer isso porque são medrosos e têm medo de se indispor com esse eleitor que o Lula está comprando. Eu não tenho medo. Eu sou um líder que agirá de maneira correta nos momentos mais duros”, relatou em publicação no Instagram.
O candidato afirmou, ainda, que Lula anunciou a medida com a intenção de “comprar voto para se reeleger”. “A Lei Eleitoral não permite que você altere benefícios sociais em ano eleitoral. Ele conseguiu cruzar o limite do crime, ele está no meio da eleição, no período eleitoral, aumentando, fazendo aquilo que ele sabe fazer de melhor, que é comprar a consciência das pessoas”, disse.
Santos afirmou ser contra os aumentos que considera “absurdos” em benefícios. “Só vai receber Bolsa Família quem precisa, estritamente. Quem pode trabalhar, vai trabalhar e eu vou criar frente de trabalho. É isso que brasileiro sério faz. Eu respeito quem paga a conta”, disse.
Medida eleitoreira, diz Zema
Romeu Zema(Novo) classificou como “medida eleitoreira” o reajuste do Bolsa Família, “que mostra o desespero do Lula depois de perder a liderança nas pesquisas do segundo turno”, afirmou ele em declaração enviada ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
“Lula age de forma irresponsável, aprofundando a catástrofe nas contas públicas do Brasil, comprometendo mais R$ 22 bilhões para tentar comprar o voto do brasileiro que o PT deixou na pobreza nos últimos 20 anos”, declarou. Zema.
O candidato disse ainda considerar o Bolsa Família uma política pública importante, mas defendeu que o programa seja acompanhado de medidas destinadas à inserção dos beneficiários no mercado de trabalho.
“Podemos até pagar mais para quem precisa cuidar de crianças ou de idosos, mas o essencial é construir uma porta de saída dos programas sociais por meio do emprego”, afirmou. Zema também defendeu qualificação profissional para os beneficiários.
Como proposta, o candidato disse que pretende conceder um prêmio de R$ 5 mil às famílias que deixarem o Bolsa Família após a obtenção de um emprego formal. “Quero valorizar as famílias que conseguirem vencer a pobreza”, afirmou.
