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EmpresasACS
13/08/2026
3 min

Melnick (MELK3): Ações sobem forte após balanço do 2T26; o que dizem os analistas?

As ações da construtora e incorporadora Melnick (MELK3) operam em forte alta nesta quinta-feira (13), um dia após a companhia divulgar o seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2026 (2T26). Por volta das 15h30 (horário de Brasília), os papéis, que não fazem parte do índice Ibovespa (IBOV), avançavam perto de 3% na bolsa de […]

Melnick (MELK3): Ações sobem forte após balanço do 2T26; o que dizem os analistas?

As ações da construtora e incorporadora Melnick (MELK3) operam em forte alta nesta quinta-feira (13), um dia após a companhia divulgar o seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Por volta das 15h30 (horário de Brasília), os papéis, que não fazem parte do índice Ibovespa (IBOV), avançavam perto de 3% na bolsa de valores, cotados a cerca de R$ 2,79. Acompanhe o movimento em tempo real.



O 2T26 da Melnick, segundo o BTG Pactual

Entre abril e junho, a incorporadora registrou lucro líquido de R$ 34 milhões, queda de 13% na comparação com o mesmo período de 2025, mas em linha com a estimativa do BTG Pactual.

A receita líquida da companhia somou R$ 271 milhões, recuo de 20% em um ano e 2% abaixo da projeção do banco, enquanto a margem bruta atingiu 31%, alta de 110 pontos-base e 220 pontos-base acima da expectativa da instituição.

Já o lucro por ação (LPA) foi de R$ 0,17, queda de 12% na comparação anual, mas 27% acima do esperado pelo BTG.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), por sua vez, ficou em 13%, ante expectativa de 10% do banco.

Queima de caixa

No segundo trimestre, a Melnick reportou consumo de caixa de R$ 22 milhões, principalmente, segundo o BTG, em razão da expansão das operações, com aquisição de terrenos e aumento dos recebíveis.

Com isso, a companhia encerrou junho com dívida líquida na casa dos R$ 535 milhões, equivalente a uma relação entre dívida líquida e patrimônio líquido (alavancagem) de 44%.

Embora tenha classificado os resultados da incorporadora como “ligeiramente acima das estimativas”, o BTG manteve recomendação neutra para as ações.

Segundo a casa, a geração de fluxo de caixa continua negativa, enquanto as perspectivas para o mercado imobiliário de média e alta renda permanecem pressionadas.

“Mantemos recomendação neutra diante de um momento de resultados fraco, impulsionado principalmente pelos desafios para o setor de médio e alto padrão, apesar de a companhia negociar a apenas 4 vezes o múltiplo P/L estimado para 2027″, escreveram os analistas.

O banco tem preço-alvo de R$ 4,80 para MELK3, valor que representa um potencial de valorização de 72% considerando a cotação atual.

O que diz o Itaú BBA

O time de análise do Itaú BBA, por sua vez, classificou os resultados da Melnick no 2T26 como “fracos”, destacando, como pontos negativos a queda de 13% do lucro líquido na comparação anual e a manutenção da queima de caixa.

Do lado positivo, a receita líquida, de R$ 271 milhões, ficou 8% acima da estimativa do banco, enquanto a margem bruta ficou 130 pontos-base acima da projeção.

No caso das despesas operacionais, o BBA disse que, assim como o resultado financeiro líquido, vieram, em geral, em linha com as expectativas. Já o lucro líquido, de R$ 34 milhões, ficou acima da previsão de R$ 29 milhões da instituição.

“As ações MELK3 são negociadas a um valuation atrativo, de 0,5 vez o múltiplo P/TBV projetado para o final de 2026, com ROE estimado de 11%”, afirmou o banco.

“Ainda assim, preferimos manter uma postura de espera, dado um cenário macroeconômico desafiador que continua pressionando as condições operacionais para incorporadoras focadas nos segmentos de média e alta renda”, prosseguiu.

O BBA mantém recomendação market perform (equivalente a neutra) para os papéis, com preço-alvo de R$ 4. Considerando a cotação de R$ 4,45, o valor representa um potencial de queda de 10%.

AutorIgor Grecco
FonteMoney Times
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