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InvestMercados
10/07/2026
3 min

Mercado de energia e inflação de junho no Brasil: o que move os mercados

Mercado de energia e inflação de junho no Brasil: o que move os mercados

Depois da recuperação registrada na bolsa brasileira na véspera, os investidores iniciam esta sexta-feira, 10, de olho em uma agenda econômica concentrada em indicadores capazes de influenciar as expectativas para inflação e para o mercado de energia.

No Brasil, o principal destaque é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, enquanto, no exterior, o mercado acompanha o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (IEA) e os dados sobre a atividade de perfuração de petróleo nos Estados Unidos.

O que acompanhar

O primeiro compromisso do dia ocorre às 6h, quando a International Energy Agency (IEA) divulga seu relatório mensal sobre o mercado de energia.

O documento traz atualizações sobre as perspectivas para oferta e demanda globais de petróleo e costuma ser acompanhado por investidores em um momento em que os preços da commodity seguem sensíveis às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

No Brasil, o foco se volta para o IPCA de junho, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) às 9h. O indicador é a principal referência para medir a inflação oficial do país e será acompanhado de perto pelo mercado por seus impactos sobre as expectativas para a política monetária.

Em maio, o índice avançou 0,58% no mês, acumulando alta de 4,72% em 12 meses. O IPCA com ajuste sazonal registrou variação positiva de 0,60%.

A agenda americana volta a ganhar protagonismo às 14h, com a divulgação da contagem de sondas da Baker Hughes. Serão conhecidos tanto o número de plataformas de perfuração voltadas ao petróleo e gás quanto a contagem total de sondas em operação nos Estados Unidos.

Na última divulgação, havia 445 sondas de petróleo e gás ativas e 580 plataformas no total. Os números funcionam como um termômetro da atividade do setor de energia e ajudam investidores a avaliar o ritmo da produção americana de petróleo.

A agenda ganha importância após um pregão de recuperação nos mercados. Na quinta-feira, 9, o Ibovespa avançou 1,22%, aos 172.742 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas.

O movimento acompanhou o desempenho positivo das bolsas em Nova York, favorecido pelo avanço das ações de tecnologia e pela melhora do apetite global por risco, mesmo com a continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Odólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,50%, cotado a R$ 5,123, refletindo a busca por ativos de maior risco e o fortalecimento das moedas de países emergentes.

Segundo Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o desempenho da bolsa brasileira acompanhou principalmente o bom momento das bolsas americanas, impulsionadas pelas empresas de tecnologia e inteligência artificial.

"O mercado fechou no positivo, próximo de uma alta de 1,2%, acompanhando muito o ativismo do exterior, principalmente com todo esse boom de inteligência artificial. As empresas de tecnologia, de inteligência artificial e de semicondutores performaram muito bem, e isso acabou acompanhando o bom humor externo", afirmou.

Já o recuo das petroleiras refletiu a realização dos preços do petróleo após a forte alta da véspera, de acordo com André Matos, CEO da MA7 Negócios.  "Tivemos notícias boas, como o recuo do IGP-DI e perspectivas favoráveis para o crescimento do PIB brasileiro. Isso ajudou automaticamente a bolsa local", acrescentou.

AutorClara Assunção
FonteExame
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