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Sacre Investimentos
EconomiaACS
09/07/2026
3 min

Mercado passa a apostar em corte de 0,25 ponto na Selic em agosto, diz B3

Mercado passa a apostar em corte de 0,25 ponto na Selic em agosto, diz B3

A B3 divulgou nesta quinta-feira, 9, um levantamento que mostra uma mudança na percepção dos investidores sobre os próximos passos da política monetária. Segundo dados das Opções de Copom negociadas na bolsa brasileira, o mercado passou a precificar como cenário mais provável um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Banco Central marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Com base nas negociações apuradas até terça, 7 de julho, a probabilidade atribuída a uma redução de 0,25 ponto percentual é de 75,5%. Já a chance demanutenção dos juros em 14,25% ao ano está em torno de 21%, enquanto apenas 2,3% dos investidores apostam em um corte mais intenso, de 0,50 ponto percentual.

Caso o cenário mais esperado se confirme, a Selic passará para 14% ao ano.

O levantamento também mostra uma inversão nas expectativas ao longo das últimas semanas. No início de junho, a manutenção da Selic era vista como o desfecho mais provável para a reunião de agosto, com cerca de 75% de probabilidade, enquanto um corte de 0,25 ponto percentual aparecia próximo de 15%.

Esse quadro começou a mudar na segunda quinzena do mês e, em 25 de junho, a redução dos juros passou a liderar as apostas do mercado, consolidando-se como o cenário principal na leitura mais recente.

Segundo Felipe Gonçalves, superintendente de Produtos de Juros e Moedas da B3, as Opções de Copom permitem acompanhar como os investidores ajustam suas expectativas conformea decisão do Banco Central se aproxima.

"Os dados das Opções de Copom mostram como o mercado ajusta suas expectativas à medida que a decisão do Banco Central se aproxima. Além de permitir que o investidor negocie cenários específicos para a Selic, o produto oferece uma leitura transparente sobre a percepção dos participantes em relação a cada reunião do Copom", afirmou.

O interesse pelo derivativo também aumentou nas últimas semanas. As posições em aberto para a reunião de agosto passaram de 2.465.427 contratos em 5 de junho para 3.520.344 contratos em 7 de julho, um crescimento de aproximadamente 43%.

De acordo com a B3, o avanço reflete a maior procura por estratégias ligadas à próxima decisão de juros, embora a precificação ainda possa mudar até a reunião, conforme novos indicadores econômicos, sinalizações do Banco Central e mudanças nas condições de mercado.

Ata do Copom sinalizou necessidade de juros altos por mais tempo

A mudança nas apostas do mercado ocorre após o Banco Central reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, na última reunião do Copom realizada em 17 de junho. Apesar do corte, a ata divulgada posteriormente adotou um tom cauteloso ao afirmar que o cenário de expectativas de inflação desancoradas exige uma política monetária restritiva por um período mais prolongado.

No documento, o Copom destacou que a inflação segue acima da meta, as expectativas continuam desancoradas em todos os horizontes e o balanço de riscos permanece assimétrico, com viés de alta. O colegiado também evitou sinalizar os próximos passos da política monetária e reforçou que futuras decisões dependerão da evolução dos dados econômicos.

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Ainda assim, economistas ouvidos pela EXAME avaliam que o ciclo de flexibilização monetária deve se encerrar na reunião de agosto. Essa percepção também aparece no Boletim Focus, que passou a projetar uma Selic de 14% ao fim de 2026, em linha com o cenário atualmente precificado pelos investidores nas Opções de Copom da B3.

AutorClara Assunção
FonteExame
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