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Sacre Investimentos
Mercados
03/08/2026
2 min

Mercado reduz projeções de inflação; e agora, Copom?

O mercado revisou para baixo as projeções para a inflação e a Selic de 2026, segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. De acordo com Pedro Vendramini, sócio e diretor de gestão da One Investimentos, a mudança nas expectativas ocorreu após a divulgação de dados mais benignos de preços. “Há alguns dias, tivemos a divulgação […]

Mercado reduz projeções de inflação; e agora, Copom?

O mercado revisou para baixo as projeções para a inflação e a Selicde 2026, segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. De acordo com Pedro Vendramini, sócio e diretor de gestão da One Investimentos, a mudança nas expectativas ocorreu após a divulgação de dados mais benignos de preços.

“Há alguns dias, tivemos a divulgação do IPCA-15 de julho, que trouxe uma surpresa positiva, com um resultado um pouco abaixo do esperado. Alguns núcleos mostraram uma desaceleração importante, enquanto outros ainda apresentam aceleração”, afirmou, em entrevista ao programa Giro do Mercado, do Money Times.

Segundo o gestor, o resultado levou o mercado a recalibrar suas projeções, mas ainda é preciso acompanhar os próximos indicadores antes de antecipar os movimentos do Banco Central.

“É importante observar a trajetória desse número ao longo do tempo para que se tenha uma visão mais clara de que a inflação está, de fato, desacelerando de forma consistente”, destacou.

Assista a entrevista na íntegra abaixo:

Ao comentar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), Vendramini afirmou que a expectativa da One Investimentos está alinhada ao consenso do mercado, que projeta um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

No entanto, ele ressaltou que as decisões futuras dependerão não apenas da inflação, mas também do comportamento da atividade econômica.

“Há sinais de desaceleração em algumas frentes da atividade econômica, mas, ao mesmo tempo, existe um estímulo fiscal em curso ao longo deste ano”, afirmou.

Para Vendramini, a interação entre as políticas monetária e fiscal continuará sendo um dos principais fatores monitorados pelos agentes de mercado nos próximos meses.

“A tomada de decisão daqui para frente dependerá dessa evolução. Não é possível antecipar uma posição com muita convicção neste momento”, disse.

O gestor também destacou a relevância do comunicado que acompanha a decisão do Copom. Na sua avaliação, o mercado acompanha com atenção os sinais emitidos pelo Banco Central sobre inflação, atividade econômica e mercado de trabalho.

“O mercado costuma atribuir mais peso ao tom da comunicação e às sinalizações do Banco Central do que à decisão sobre a taxa de juros em si.”

*Sob supervisão de Juliana Américo

AutorJoão Kawada
FonteMoney Times
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