Mesmo com lucro melhor que o esperado, ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam no negativo
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV), pressionando o setor de bancos. Por volta de 11h40 desta quinta-feira (14), BBAS3 caía 1,37%, a R$ 18,74. Na mínima intradia, os papéis chegaram a recuar 2,11%, a R$ 18,60. O papel também é o mais segundo no mercado brasileiro […]

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV), pressionando o setor de bancos.
Por volta de 11h40 desta quinta-feira (14), BBAS3 caía 1,37%, a R$ 18,74. Na mínima intradia, os papéis chegaram a recuar 2,11%, a R$ 18,60.
O papel também é o mais segundo no mercado brasileiro desde o início do pregão. No mesmo horário, BBAS3 movimentava R$ 358,5 milhões em 19,9 mil negócios na B3.
A reação negativa das ações já era esperada pelos analistas do Safra. Os analistas afirmaram que, embora o lucro líquido tenha ficado 4% acima da estimativa do banco, “a surpresa positiva” foi de baixa qualidade e secundária em relação ao que os resultados realmente indicam.
“A tendência de qualidade dos ativos piorou significativamente: a inadimplência acima de 90 dias
em cartões de crédito dobrou, para 14,6%, enquanto a formação de inadimplência no varejo atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre”, destacaram os analistas em relatório.
O Bradesco BBI também mantém uma visão mais ‘cautelosa’ com o banco estatal, com a avaliação de que não há sinais claros de estabilização nas métricas de risco do banco. “A contínua deterioração na qualidade do crédito, evidenciada pela piora nos índices de inadimplência e queda na cobertura, reforça nossa cautela”, afirmaram Marcelo Mizrahi e Ricardo França.
Os números do BB
O banco estatal terminou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% ante mesmo período de 2025 e um crescimento de 13,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano (1T26). A cifra ficou acima do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,5 bilhões.
Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco perder o seu status de ‘porto seguro’ da bolsa.
Com isso, o banco vinha de seis trimestres consecutivos de piora devido aos efeitos da falta de pagamento do produtor.
Já o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 1,07 ponto percentual, encerrando o trimestre a 8,4%. Consenso da Bloomberg esperava 7,3%.
Mesmo assim, o banco ficou mais um trimestre abaixo dos 20% de rentabilidade, número mágico olhado pelo mercado. Encerrou, ainda, abaixo do Itaú (ITUB4), que terminou com ROE de 24% e Bradesco (BBDC4), que terminou o período a 16,1%.
O banco também aprovou R$ 584,9 milhões em juros sobre o capital próprio.
- CONFIRA OS NÚMEROS EM DETALHES: Banco do Brasil (BBAS3): Lucro sobe 3,3%, chega a R$ 3,9 bilhões e vem melhor que esperado no 2T26
*Com Renan Dantas
