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Inteligência ArtificialBDR
28/09/2026
4 min

Meta entra na disputa contra OpenAI e Google com plataforma de IA corporativa

Com novo ecossistema corporativo de IA, empresa de Mark Zuckerberg tenta atender à pressão por retorno sobre investimentos

Meta entra na disputa contra OpenAI e Google com plataforma de IA corporativa
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A Meta anunciou a Meta Enterprise Platform, plataforma voltada a empresas e desenvolvedores que reúne modelos de inteligência artificial, agentes, APIs e ferramentas de programação. Mark Zuckerberg chamou o projeto de "o próximo grande pilar" do negócio. A iniciativa coloca a Meta no mercado corporativo de IA ao lado de OpenAI, Anthropic e Google, mas ainda não tem preços ou data de lançamento divulgados.

A Meta anunciou nesta segunda-feira, 28, a Meta Enterprise Platform, que Mark Zuckerberg chamou de "o próximo grande pilar" do negócio da empresa. Em publicação na rede X, o CEO disse que a plataforma vai levar a empresas e desenvolvedores o que a Meta chama de "pilha tecnológica completa", incluindo o agente Muse, o Meta Business Agent, a Muse API e o Muse Code.

"A Meta Enterprise Platform vai usar nossas forças, que poucas empresas têm: modelos avançados, agentes líderes, infraestrutura em larga escala e anos de trabalho próximo com muitas empresas", escreveu. O texto não traz preços, datas de disponibilidade nem clientes.

O movimento tira a companhia do papel de intermediária de anúncios e a coloca como fornecedora de tecnologia, no mesmo mercado de OpenAI, Anthropic e Google.

O que a Meta já tem para vender?

Quase todas as peças já existem. O Muse, agente pessoal que responde e-mails, reserva viagens e faz compras, estreou em 8 de setembro e chegou ao topo da App Store dez dias depois. Tem mais de 2,5 milhões de downloads, segundo a Sensor Tower. É construído sobre o Muse Spark, modelo lançado em abril pela Meta Superintelligence Labs.

O Business Agent foi apresentado em 3 de junho, em Londres, e opera em WhatsApp, Messenger e Instagram. Ele responde a clientes no tom da empresa, qualifica contatos e passa casos complexos para atendentes humanos.

Segundo a Reuters, mais de 1 milhão de empresas já usavam versões anteriores desses agentes. Na ocasião, Naomi Gleit, chefe de produto da Meta, disse que "isso é definitivamente uma jogada para empresas". A Meta também informou que enviaria engenheiros para trabalhar dentro dos clientes, modelo usado pela Anthropic.

A Muse API estava restrita a parceiros em abril e foi aberta em julho com o Muse Spark 1.1. O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, disse à CNBC que o preço era "muito agressivo e atraente" frente a Anthropic e OpenAI e que cada nova conta começava com US$ 20 em créditos.

Por que agora?

A pressão vem de Wall Street.

Segundo a CNBC, Zuckerberg é cobrado a mostrar retorno sobre o gasto em IA, e a Meta não tem um negócio de nuvem, embora planeje começar um. Na teleconferência de resultados do segundo trimestre, segundo um resumo do site Enterprise DNA, ele disse ver "uma grande oportunidade de vender para empresas" e listou APIs, agentes de negócios e, "potencialmente", a venda direta de capacidade de computação.

Os concorrentes já operam nesse território. Em janeiro, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, disse à CNBC que clientes corporativos respondiam por 40% do negócio da empresa, e o CEO da Anthropic, Dario Amodei, disse que cerca de 80% da receita da sua companhia vinha de empresas.

O risco de vender para quem compete com você

A Meta chega com uma vantagem de tráfego e um problema de confiança. Zuckerberg disse, no Connect, que o Muse será gratuito para "um enorme número de tokens", na expectativa de lucrar, com o tempo, com "uma pequena taxa das transações".

A taxa, segundo o The Street, viria dos comerciantes, e não dos compradores. Walmart, Sephora, Best Buy, Expedia e Shopify estão entre os que integram o agente, e a Amazon bloqueou o acesso do Muse à sua loja, segundo a CNN.

A reação do mercado foi imediata. Ações de Airbnb, Expedia e Tripadvisor caíram cerca de 5% na semana passada, depois de a Meta anunciar novidades para o Muse.

Para empresas, a escolha, diz a rede, é entre se aliar à Meta, correndo o risco de sua própria plataforma perder relevância, ou ficar de fora de um canal com bilhões de clientes. As ações da Meta subiram mais de 25% desde que o Muse foi anunciado, em setembro.

AutorTamires Vitorio
FonteExame
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