Metade das startups do agronegócio já passou por pivotagem, diz pesquisa

Para as agtechs brasileiras, startups de tecnologia dentro do agronegócio, o processo de pivotagem é comum: 51,4% delas já passaram por ele, ajustando suas estratégias ao longo da jornada.
Segundo o estudo da ABStartups, Associação Brasileira de Startups (ABStartups), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o cenário das agtechs é marcado principalmente pelos seguintes dados:
- Cerca de 39,4% das agtechs têm até três anos de existência,
- 32,9% já ultrapassaram cinco anos de atuação,
- 47,6% já recebeu algum tipo de investimento,
- 54,8% dos investimentos vêm do próprio estado de origem das startups.
“A capacidade de adaptação é uma característica importante desse ecossistema. Startupsque conseguem pivotar com rapidez tendem a encontrar soluções mais aderentes às demandas reais do campo”, destaca Claudia Schulz, CEO da ABStartups.
O levantamento foi realizado com base nos dados de 170 startups. Ele traça um panorama atualizado sobre como a inovação vem redesenhando o agronegócio brasileiro, setor que segue como um dos principais motores da economia e cada vez mais orientado por tecnologia, eficiência e escala.
Outro destaque do estudo é o papel estratégico das parcerias
Cerca de 79% das startupscontam com dois ou mais parceiros, sendo hubs de inovação (52,9%) e instituições acadêmicas (50%) os mais frequentes. Esse dado evidencia a importância da conexão entre ciência, tecnologia e mercado para impulsionar soluções mais robustas.
Para a ABStartups, o levantamento reforça que o futuro do agronegócio brasileiro passa, cada vez mais, pela integração entre tecnologia e produção.
“O agro sempre foi uma potência no Brasil, e a inovação vem potencializar ainda mais essa posição. As agtechs têm um papel central em tornar o setor mais eficiente, sustentável e competitivo globalmente”, conclui Schulz.
