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BrasilMPOL
17/10/2026
2 min

'Meu irmão não será chanceler', diz Flávio sobre papel de Eduardo em eventual governo

Candidato elogiou atuação internacional do irmão, mas descartou nomeá-lo para o Ministério das Relações Exteriores

'Meu irmão não será chanceler', diz Flávio sobre papel de Eduardo em eventual governo

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 16, que não pretende nomear o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para o Ministério das Relações Exteriores, caso vença a eleição presidencial.

“Não, ele não vai ser meu chanceler”, disse Flávio em entrevista à TV Globo.

Apesar de descartar a nomeação, o senador defendeu a atuação internacional do irmão e criticou o que considera uma perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Hoje ele não pode pisar em um monte de países, porque o Moraes persegue ele a todo momento”, disse. "Eduardo faz, sim, um trabalho brilhante. Ele construiu, ao longo de mais de 10 anos, um relacionamento internacional com vários líderes políticos conservadores, que são de direita. Ele tem o mérito dele."

Apesar dos elogios, o senador separou a atuação internacional do irmão de uma eventual nomeação para o Ministério das Relações Exteriores. Ao ser questionado novamente se Eduardo ocuparia o posto, reforçou: “Não será chanceler.”

Condenação de Eduardo

Em junho, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, em uma ação relacionada à tentativa de interferir no julgamento da trama golpista envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pena foi fixada em quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. O colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Também votaram pela condenação Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo por supostamente atuar junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras. Segundo a acusação, o ex-deputado buscou criar um ambiente de instabilidade e temor com a possibilidade de retaliações estrangeiras contra ministros do STF e o Brasil.

De acordo com a Procuradoria, o objetivo seria impedir uma eventual condenação de Jair Bolsonaro no processo sobre a trama golpista.

AutorNaty Falla
FonteExame
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