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Sacre Investimentos
EmpresasCPTO
30/09/2026
3 min

Michael Saylor defende concorrente no ramo de tesouraria de bitcoin (BTC) — e tem um motivo para isso

As empresas de tesouraria de bitcoin, também chamadas de DATs (Digital Assets Treasuries), formaram um novo setor da economia para se investir. A mais pujante delas é a Strategy, que detém mais de 4% de todo estoque de BTC disponível no planeta. Entretanto, chamou a atenção que o representante mais conhecido da Strategy, Michael Saylor, […]

Michael Saylor defende concorrente no ramo de tesouraria de bitcoin (BTC) — e tem um motivo para isso

As empresas de tesouraria de bitcoin, também chamadas de DATs (Digital Assets Treasuries), formaram um novo setor da economia para se investir. A mais pujante delas é a Strategy, que detém mais de 4% de todo estoque de BTC disponível no planeta.

Entretanto, chamou a atenção que o representante mais conhecido da Strategy, Michael Saylor, tenha publicadoum artigo no X (antigo Twitter), defendendo não a sua empresa, mas a Strive, concorrente direta no ramo das DATs.

“Eu quero que a Strive tenha sucesso. Quero que toda emissora de crédito digital baseada em bitcoin bem gerida tenha sucesso”, escreveu Saylor no artigo intitulado Why Digital Credit Issuers Strengthen One Another.

Segundo ele, companhias como a Strategy e a Strive podem competir por investidores específicos enquanto fortalecem mutuamente todo o ecossistema de ativos digitais.

Investimentos em bitcoin (BTC) da Strategy e Strive

A tese central é que o bitcoin funciona como uma base de capital compartilhada (Digital Capital), sobre a qual são construídos instrumentos de crédito, como STRC e SATA — as ações das respectivas empresas, que funcionam como “títulos de dívida perpétuos” negociados em bolsa, segundo as companhias.

Quando mais empresas atraem investidores e capital para esse mercado, todas as participantes tendem a se beneficiar.

Dessa forma, Saylor entende que existe uma conexão econômica única entre as empresas de tesouraria de bitcoin: todas possuem o mesmo ativo subjacente em seus balanços.

Diferentemente de setores tradicionais, onde o sucesso de uma empresa pouco afeta os ativos de seus concorrentes, quando uma companhia capta recursos para comprar bitcoin ela contribui para aumentar a demanda por um ativo de oferta limitada.

Isso tende a beneficiar todas as empresas que detêm bitcoin, valorizando os investimentos e fortalecendo o balanço. Dessa forma, a Strategy se beneficia quando a Strive compra Bitcoin, e vice-versa, pois ambas ajudam a fortalecer a valorização do ativo que sustenta seus negócios.

O momento das DATs

Por se tratar de empresas de tecnologia, muitas vezes os papéis dessas companhias registram volatilidade acima da média. Veja o gráfico de todas as ações no final desta reportagem.

As ações MSTR e STRC, da Strategy, passaram por esse momento. Enquanto MSTR acumula perdas de mais de 50% nos últimos 12 meses, a STRC sobe 2,2% no mesmo período, após registrar semanas abaixo do patamar de US$ 100 — uma meta estabelecida pela própria Strategy para garantir o pagamento de dividendos constantes.

Vale mencionar que a MSTR representa as ações ordinárias com foco em ganho de capital e alta volatilidade. Já a STRC é uma ação preferencial perpétua focada em gerar renda recorrente (dividendos) e busca a estabilidade de preço.

Já no caso da Strive seguem a mesma lógica: enquanto a SST (focadas em ganhos em bolsa) caem 41% nos últimos 12 meses, a SATA (focada em dividendos) acumula ganhos de cerca de 18% no mesmo período, mas chegaram a perder importantes patamares de preço nos últimos meses.

Ações da Strategy: MSTR e STRC





Ações da Strive: SST e SATA





AutorRenan Sousa
FonteMoney Times
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