Micron volta ao clube do US$ 1 trilhão, mas enfrenta teste hoje; entenda

A Micron Technology recuperou o status de empresa avaliada em US$ 1 trilhão, um patamar que a fabricante de chips de memória havia perdido em meio à volatilidade recente do setor de inteligência artificial (IA).
Os papéis dispararam mais de 12% na sessão de terça-feira, 21, acompanhando um movimento de retomada mais amplo entre nomes de semicondutores, que vinham de um mês de queda constante na bolsa dos Estados Unidos.
O ganho, no entanto, não se sustentou. No pré-mercado desta quarta-feira, 22, as ações (MU) recuavam 3,78%, a US$ 934,14, embora não haja indicação clara de que essa reversão parcial deva persistir ao longo do pregão, segundo o Barron's.
Ação da Micron acumula alta de 800%
A trajetória da Micron nos últimos 12 meses ilustra a volatilidade do papel, que acumula alta de quase 800% no período, impulsionada pela corrida das grandes empresas de tecnologia na área de IA, bem como seus elevados níveis de investimentos.
Ao mesmo tempo, o valuation da companhia caiu 20% somente no último mês, refletindo dúvidas sobre até onde os preços podem continuar subindo em meio a avaliações já esticadas. O mercado, de forma geral, tem elevado a régua de expectativas para a empresa.
Balanços hoje servirão como termômetro
Hoje três divulgações de resultados de gigantes de tecnologia devem funcionar como termômetro para os investidores da fabricante de chips, segundo fontes consultadas pela Barron's.
A Alphabet, controladora do Google, é uma delas. Existe preocupação entre investidores da Micron de que os avanços da companhia em eficiência de chips possam reduzir a demanda por memória.
Por outro lado, uma previsão robusta para a área de IA, ou mesmo a ausência de anúncios relevantes sobre eficiência de chips, tende a favorecer a Micron como uma das principais beneficiárias da demanda crescente por memória.
A Tesla, fabricante de veículos elétricos que também expande sua atuação em IA, divulga resultados no mesmo horário e pode oferecer uma leitura relevante para o desempenho futuro da Micron.
Já a IBM, cujas ações vêm enfrentando dificuldades à medida que empresas migram de softwares para hardwares voltados à IA, como chips, também pode atuar como catalisador para o papel da Micron.
