Milei faz acusações contra Brasil, México e Partido Democrata

O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou neste domingo, 26, os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiarem uma "campanha anti-argentina". As declarações foram feitas em entrevista à rádio Mitre, sem que o presidente apresentasse provas para sustentar as acusações.
Segundo Milei, o governo brasileiro teria sido o principal financiador dessa suposta campanha.
"Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-argentina? O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil", afirmou.
O presidente argentino também citou o México e o Partido Democrata dos Estados Unidos como financiadores da iniciativa e afirmou que os supostos ataques ocorreriam porque "se a economia progride e o povo está melhor, têm um problema enorme".As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasil e Argentina.
Milei também voltou a criticar a decisão da Justiça brasileira que negou seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.
"Não me deixaram visitar meu amigo", afirmou, acrescentando que Bolsonaro estaria preso "injustamente".
No sábado, Milei participou da convenção do Partido Liberal, em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Durante o evento, o presidente argentino fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sem citá-los nominalmente.
Em resposta às declarações, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas, medida adotada quando um país considera que houve um desgaste relevante na relação bilateral.
Milei também afirmou, sem apresentar evidências, que o governo brasileiro teria apoiado adversários políticos durante a campanha eleitoral argentina.
"Tinha um vizinho que se metia na política da Argentina para tentar distorcer a história a favor dos esquerdistas", declarou durante o evento realizado no Brasil.
*Com informações da AFP
