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Mundo
12/08/2026
3 min

Milei volta a acusar Brasil por 'campanha' contra Argentina durante a Copa

Porta-voz de Milei disse que fontes das acusações contra Brasil, México, Espanha e EUA serão divulgadas posteriormente

Milei volta a acusar Brasil por 'campanha' contra Argentina durante a Copa

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a acusar Brasil, México, Espanha e o Partido Democrata dos Estados Unidos de estarem por trás de uma suposta campanha contra a Argentina nas redes sociais.

O governo argentino, porém, ainda não apresentou publicamente as fontes que sustentariam as acusações.

A declaração mais recente ocorreu nesta terça-feira, 11, quando o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, foi questionado sobre as evidências usadas pelo governo para atribuir a campanha a outros países. "Há fontes que vêm de redes, seria preciso avaliá-las", respondeu.

A controvérsia começou em 25 de julho, quando Milei afirmou em São Paulo, durante o lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que uma "campanha antiargentina" havia partido do Brasil e sido promovida pela "merda progressista socialista".

No dia seguinte, o presidente disse que 25% dos recursos usados na suposta campanha teriam vindo do governo brasileiro e também citou México e Partido Democrata dos EUA.

O que Milei diz sobre a suposta campanha

Segundo o governo argentino, a ofensiva teria ocorrido nas redes sociais durante a Copa do Mundo e teria como objetivo atacar Milei e seu modelo econômico. O porta-voz presidencial chegou a afirmar que a esquerda poderia estar por trás das publicações para questionar os resultados atribuídos pelo governo argentino à sua política econômica.

Milei também afirmou que dinheiro teria sido usado para impulsionar a campanha por meio de influenciadores e outros atores, sem identificar quem seriam os responsáveis. Depois, acrescentou a Espanha e o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez à lista de supostos envolvidos.

As declarações provocaram uma nova tensão diplomática com o Brasil. Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "corrupto" e "ladrão", elevando o tom das críticas entre os dois governos.

Qual é a evidência citada pelo governo argentino?

Em 5 de agosto, o chanceler argentino, Pablo Quirno, reduziu de 25% para 22% a estimativa atribuída ao Brasil e afirmou que esse seria o percentual de mensagens da suposta campanha originadas no país. Segundo ele, haveria um relatório que teria identificado a origem das publicações.

O governo não apresentou o documento mencionado por Quirno. Uma publicação compartilhada pelo próprio Milei em 6 de agosto, porém, apontou para um levantamento do Monitor Digital. O relatório mostra os países que mais publicaram sobre a Argentina durante a Copa: Brasil, com 22%; México, com 15%; Estados Unidos, com 13%; e Espanha, com 11%.

O documento, no entanto, não afirma que os governos desses países organizaram ou financiaram uma campanha contra a Argentina. O relatório atribui a liderança brasileira, entre outros fatores, ao grande número de usuários ativos de redes sociais no país e à histórica rivalidade futebolística entre brasileiros e argentinos.

Questionado novamente nesta terça-feira sobre as fontes das acusações, Ravier afirmou que elas ainda serão divulgadas. "Seria preciso buscar as fontes que se mencionam em relação ao Partido Democrata no Brasil ou no México, ou no Brasil ou na Espanha. Neste momento não tenho essas fontes para citar, mas as divulgaremos mais tarde", disse.

*Com EFE 

AutorEstela Marconi
FonteExame
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