Ministro da Agricultura defende diálogo com Trump após nova taxação de 25% e indica Plano Safra com juros que ‘caibam no bolso do produtor’

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que acompanha a decisão do governo de Donald Trump de propor uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros após a investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.
“Sempre compreendemos que o caminho é o diálogo. Não é a primeira vez que nos deparamos com notícias que não esperávamos. Vamos seguir apostando no diálogo”, disse o ministro a jornalistas antes de participar de um debate do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Segundo ele, o Ministério da Agricultura está engajado nas discussões, embora o tema esteja sob a coordenação do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
“É uma questão que interessa ao nosso setor, e vamos continuar trabalhando em conjunto com o MRE. A posição dos Estados Unidos sobre a taxação é legítima, mas vamos buscar pontos de convergência para mitigar os impactos”, afirmou.
Plano Safra 2026/2027
O chefe do Mapa, que assumiu o cargo em abril após a saída do ex-ministro Carlos Fávaro, afirmou que a pasta trabalha na construção de um Plano Safra robusto para o ciclo 2026/2027, tendo como uma das prioridades a oferta de crédito com juros em torno de um dígito.
A expectativa é de um aumento de 10% nos recursos destinados ao programa, que poderá alcançar cerca de R$ 550 bilhões.
“Os juros precisam caber no bolso dos produtores rurais, compatíveis com a realidade do homem do campo. Vamos trabalhar com juros de um dígito”, disse.
Sobre a equalização dos recursos, André de Paula explicou que o tema vem sendo discutido em reuniões semanais com o Ministério da Fazenda. Segundo ele, a expectativa é que o novo Plano Safra seja anunciado em 1º de julho.
