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Mundo
25/07/2026
2 min

Ministro da Educação da Índia renuncia após seis dias de protestos estudantis

Ministro da Educação da Índia renuncia após seis dias de protestos estudantis

O ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, renunciou ao cargo neste sábado, 25, após quase uma semana de intensos protestos estudantis que colocaram o governo do primeiro-ministro Narendra Modi sob pressão.

"Entreguei minha carta de renúncia ao primeiro-ministro", escreveu Pradhan em uma publicação na rede social X.

A saída acontece no sexto dia consecutivo de manifestações lideradas pelo movimento das "Baratas", grupo criado nas redes sociais que ganhou força ao denunciar supostas fraudes e irregularidades em exames universitários. O movimento comemorou imediatamente o anúncio.

"Viva o poder estudantil!" e "A democracia triunfou", publicou o Partido Popular das Baratas (CJP) em suas redes sociais. "Conseguimos!", escreveu o fundador do grupo, Abhijeet Dipke, no Instagram.

Os protestos começaram após denúncias de falhas e fraudes em provas de acesso ao ensino superior, mas rapidamente ampliaram sua pauta. Além de exigir mudanças no sistema educacional, estudantes passaram a criticar a dificuldade de inserção no mercado de trabalho mesmo após a graduação e acusaram o governo Modi de adotar práticas autoritárias.

Desde a repressão policial a uma manifestação realizada na segunda-feira, milhares de estudantes permanecem acampados em uma praça no centro de Nova Délhi, onde seguem mobilizados sob forte presença das forças de segurança.

Apesar da renúncia do ministro, os manifestantes afirmam que as reivindicações ainda não foram atendidas.

"Nossas reivindicações permanecem as mesmas: a renúncia de Dharmendra Pradhan, indenização para as vítimas [das provas canceladas] e a retirada das acusações contra os manifestantes", afirmou à AFP o porta-voz do movimento, Ashutosh Rabka, horas antes da confirmação da saída do ministro.

O anúncio também ocorre poucas horas antes de uma reunião prevista entre representantes do governo e lideranças estudantis para discutir a crise.

Na sexta-feira, o gabinete do governo indiano aprovou um projeto de lei que endurece as punições para fraudes em exames públicos, prevendo processos judiciais mais rápidos e penalidades mais severas para os responsáveis por irregularidades.

AutorDa redação, com agências
FonteExame
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