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EmpresasACS
07/07/2026
4 min

Moura Dubeux (MDNE3): O que chamou a atenção dos analistas na prévia do 2T26; ação cai 5%

Moura Dubeux (MDNE3): O que chamou a atenção dos analistas na prévia do 2T26; ação cai 5%

Negociadas fora do Ibovespa, as ações da Moura Dubeux (MDNE3) operam em queda nesta terça-feira (7), um dia após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Apesar do movimento negativo do mercado, que opera majoritariamente no vermelho hoje, analistas avaliam que os indicadores vieram “sólidos” e reforçaram a boa execução da companhia recifense.

Por volta das 11h50 (de Brasília), os papéis da incorporadora recuavam aproximadamente 5,5% na bolsa de valores, negociados a R$ 28,20. Desde o início de janeiro, porém, apresentam alta de 22%.

No mesmo horário, o principal índice da B3 (IBOV) caía 0,23%, aos 172.055 pontos, em uma sessão negativa para os ativos de renda variável. Acompanhe o movimento em tempo real.



O 2T26 da Moura Dubeux

Entre abril e junho, a Moura Dubeux lançou seis projetos, que somaram Valor Geral de Vendas (VGV) bruto de R$ 1,03 bilhão e VGV líquido de R$ 1,01 bilhão.

Os valores representaram quedas de 58,1% e 45,7%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2025.

As vendas líquidas da companhia também recuaram quase 15% na base anual, para perto de R$ 1,015 bilhão.

Já a velocidade de comercialização (VSO) da incorporadora ficou em 51,1%, queda de 4,5 pontos percentuais em um ano, enquanto os distratos atingiram 6,7% no trimestre, alta de 0,2 ponto percentual.

Analistas destacam desempenho comercial

Para Caio Nabuco de Araujo, analista da Empiricus Research, apesar da desaceleração anual provocada pelo menor volume de lançamentos, os indicadores de vendas permaneceram em níveis considerados fortes.

“De forma geral, a prévia reforçou o bom momento da Moura Dubeux, especialmente no segmento de condomínios, que segue apresentando boa performance no Nordeste”, escreveu ele, em relatório.

De fato, o nicho de condomínios respondeu por aproximadamente dois terços do volume comercializado pela companhia no trimestre.

Segundo Araujo, a absorção dos lançamentos permaneceu “satisfatória”, com o VSO trimestral, de 51,5%, indicando boa receptividade dos imóveis apresentados ao mercado.

“Vale citar que parte dos empreendimentos foi lançada no final do trimestre. Portanto, o indicador ainda reflete um período de vendas curto”, pontuou.

Na avaliação do analista, outro destaque foi na parte financeira. Isso porque a incorporadora registrou geração positiva de caixa de R$ 28 milhões entre abril e junho, revertendo o consumo de R$ 122 milhões observado no primeiro trimestre de 2026.

O resultado foi favorecido pela antecipação de aproximadamente R$ 153 milhões em recebíveis relacionados a taxas de comercialização de terrenos, operação inédita para a companhia e que, segundo a administração, envolve ativos já performados, de curta duração e baixo risco de inadimplência.

“Ainda que se trate de um efeito não recorrente, a transação contribuiu para reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa em um momento de forte expansão operacional”, disse Araujo, apontando que, negociada próxima de quatro vezes o lucro (P/L) estimado para 2027, MDNE3 permanece entre as recomendações da Empiricus.

O que diz o BBI

Na mesma linha, o Bradesco BBI avaliou que os números operacionais da Moura Dubeux vieram sólidos, com destaque para a velocidade de vendas dos lançamentos, principalmente no segmento de condomínios, “reforçando a capacidade da companhia de manter boa execução comercial mesmo em um ambiente de juros elevados”.

Em relatório, o banco afirmou que, embora lançamentos e vendas tenham apresentado desaceleração em relação a períodos anteriores, os indicadores permanecem em níveis saudáveis e alinhados à estratégia de crescimento da empresa.

“Seguimos com visão positiva para a Moura, sustentada pela combinação de bom momento operacional, elevada liquidez das ações e valuation atrativo, que continua descontado frente à qualidade dos ativos e à capacidade de execução da incorporadora.”

O que diz o BTG Pactual

Em relatório, a equipe do BTG também classificou a prévia operacional como “sólida e em linha com as expectativas”, elogiando o desempenho dos lançamentos, especialmente no segmento de condomínios.

A casa mantém uma visão positiva para a tese de investimento da empresa, ressaltando a resiliência da demanda e os baixos riscos de execução.

O banco também destacou o avanço da exposição da Moura Dubeux ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que tem sustentado resultados de diversas construtoras.

“Gostamos do que vimos. No 2T26, os resultados permaneceram sólidos, especialmente no segmento de condomínios, enquanto o nicho de baixa renda ganha tração conforme o esperado”, disse o BTG.

O banco mantém recomendação de compra para as ações e estima que os papéis sejam negociados a um múltiplo preço/lucro (P/L) atrativo, de cerca de quatro vezes para 2027.

AutorIgor Grecco
FonteMoney Times
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