Mudança inesperada: BTG remove BDRs queridinhas e abre espaço para novas ações; confira
O BTG Pactual promoveu mudanças em sua carteira recomendada de BDRs para agosto de 2026. As principais alterações foram a saída de Coca-Cola e Netflix, substituídas por Freeport-McMoRan e Micron Technology. Além disso, o banco reduziu marginalmente a exposição em Meta Platforms e aumentou a posição em TSMC, ampliando a exposição ao setor de semicondutores […]

O BTG Pactual promoveu mudanças em sua carteira recomendada de BDRspara agosto de 2026. As principais alterações foram a saída de Coca-Cola e Netflix, substituídas por Freeport-McMoRan e Micron Technology.
Além disso, o banco reduziu marginalmente a exposição em Meta Platforms e aumentou a posição em TSMC, ampliando a exposição ao setor de semicondutores após a recente correção das ações do segmento.
Em julho, o portfólio registrou alta de 0,6%, enquanto o índice de referência (BDRX) recuou 2,0%. Desde julho de 2021, a carteira acumula alpha de 5,6% em relação ao benchmark.
Coca-Cola deixa carteira após valorização
Segundo o BTG, a Coca-Cola foi retirada após a valorização de aproximadamente 5,6% em julho, movimento impulsionado pelos resultados do segundo trimestre de 2026 e pela revisão positiva do guidance para o próximo ano.
A companhia reportou crescimento de 11% no lucro por ação, reforçando a resiliência da demanda. Apesar de manter uma visão favorável para os fundamentos de longo prazo da empresa, o banco avalia que parte relevante das notícias positivas já foi incorporada ao preço da ação, limitando o potencial de valorização no curto prazo.
Para ocupar o espaço deixado pela fabricante de bebidas, o BTG incluiu a Freeport-McMoRan. A decisão foi baseada no forte momento operacional da mineradora e na perspectiva positiva para o mercado de cobre.
No segundo trimestre, a empresa apresentou lucro líquido 23% acima das expectativas do mercado, impulsionado pela alta de 36% no preço realizado do cobre, pelo aumento da produção e pela redução de 11% no custo caixa líquido.
O banco também destacou fundamentos estruturais favoráveis para a commodity, impulsionados pela expansão das redes elétricas, investimentos em inteligência artificial e data centers, além do crescimento da produção de veículos elétricos.
Netflix sai e Micron retorna à seleção
Outra mudança foi a retirada da Netflix. De acordo com o BTG, os resultados da companhia reforçaram a percepção de normalização do crescimento dos negócios.
O banco destacou que o guidance para o terceiro trimestre de 2026 ficou abaixo das expectativas do mercado, com projeção de receita de US$ 12,86 bilhões, ante consenso de US$ 13 bilhões. Além disso, a empresa voltou a reduzir a divulgação de informações operacionais.
Após deixar de informar a evolução trimestral de assinantes, passará a divulgar métricas de engajamento apenas uma vez por ano, reduzindo a visibilidade para os investidores.
Para substituir a empresa de streaming, o BTG recolocou a Micron Technology na carteira. A tese é sustentada pela continuidade das revisões positivas nos investimentos em inteligência artificial realizados pelos grandes hyperscalers, como Microsoft, Amazon, Meta e Alphabet, fator que reforça a demanda por memórias HBM e DRAM de alta performance.
O banco também citou o ambiente favorável de resultados para o setor, evidenciado pelos números reportados por SK Hynix e Samsung. Além disso, avaliou que a recente queda das ações de empresas de memória foi desproporcional aos fundamentos do segmento e amplificada pela forte participação de investidores de varejo e pelo uso de ETFs alavancados no mercado sul-coreano.
Mais exposição a semicondutores
Além das substituições, o BTG realizou um ajuste de pesos dentro da carteira.
A instituição reduziu marginalmente a posição em Meta Platforms e aumentou a participação da TSMC. Segundo o banco, a mudança reflete uma visão mais construtiva para o setor de semicondutores, especialmente após a correção recente observada nas ações do segmento.
O cenário macroeconômico continua favorável, na avaliação do BTG. O banco destacou a resiliência da economia dos Estados Unidos, sustentada pelo consumo doméstico e pelos investimentos em inteligência artificial, além da interpretação mais dovish da comunicação recente do Federal Reserve, fatores que ajudam a sustentar uma visão construtiva para o mercado americano.
Veja a carteira recomendada de BDRs de agosto
| Empresa | Ticker | Peso |
| Nvidia | NVDC34 | 13% |
| Alphabet | GOGL34 | 10% |
| Microsoft | MSFT34 | 9% |
| Amazon | AMZO34 | 8% |
| TSMC | TSMC34 | 10% |
| Meta Plataforms | M1TA34 | 5% |
| Eli Lily | LILY34 | 5% |
| Micron | MUTC34 | 3% |
| Johnson & Johnson | JNJB34 | 5% |
| Bank of America | BOAC34 | 8% |
| Goldman Sachs | GSGI34 | 6% |
| Palantir | P2LT34 | 4% |
| GE Vernova | G2EV34 | 4% |
| Newmont | N1EM34 | 6% |
| Freeport-MCMoran | FCXO34 | 4% |
