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Sacre Investimentos
Economia
27/07/2026
3 min

Muito além da soja e do milho: relatório da Empiricus explica como os Fiagros realmente funcionam

Muito além da soja e do milho: relatório da Empiricus explica como os Fiagros realmente funcionam

Quando se fala em investimentos ligados ao agronegócio, muita gente imagina que os resultados dependem diretamente do desempenho de commodities como soja, milho ou carne.

Mas não é sempre assim: os Fiagros surgiram como uma forma de aproximar investidores do setor sem exigir participação direta na produção rural. Hoje, eles reúnem diferentes tipos de ativos ligados à cadeia agroindustrial e são negociados no mercado de capitais.

Para você entender melhor sobre essa classe de ativos, Caio Araujo, analista da Empiricus, explica um pouco mais sobre como o investidor pode se expor ao agronegócio — que respondeu por 25,1% do PIB brasileiro em 2025 — através desses ativos.

“Para o setor, os Fiagros representam uma fonte adicional de capital. Para o investidor, oferecem uma forma de acessar uma das atividades mais relevantes da economia brasileira”, afirma.

  • Confira o relatório completo sobre os Fiagros no BTG Content

Quais são as estratégias dos Fiagros?

Os Fiagros (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) são fundos que têm o objetivo de fomentar ativos do agronegócio brasileiro. A categoria foi criada em 2021 e, atualmente, conta com cerca de 600 mil investidores ativos.

Uma das grandes sacadas dos Fiagros é a diversidade de estratégias disponíveis na classe, que influencia diretamente a forma de geração de retorno e os riscos assumidos pelo investidor. Confira as principais:

Fonte: Empiricus

Entre as diferentes estratégias, Araujo ressalta que a maior parte dos Fiagros negociados em bolsa se concentra em crédito – e é essa a parte que interessa ao investidor que não quer lidar diretamente com commodities e suas oscilações.

O analista explica que, nos Fiagros, a exposição do investidor costuma estar ligada à capacidade de pagamento de produtores, cooperativas, tradings, usinas, frigoríficos e empresas de insumos, e não exatamente a uma posição direta no preço da soja, do milho ou do boi gordo.

“Mesmo quando o devedor atua em determinada cadeia, o desempenho do título depende da estrutura da operação, das garantias e da qualidade financeira do tomador“, explica.

Araújo aponta que o amadurecimento desse tipo de fundo fez com que gestores e cotistas discutissem de forma mais aprofundada sobre a estrutura das garantias, a qualidade dos devedores, os conflitos de interesse, os critérios de provisionamento e a transparência na renegociação das operações.

“Esses elementos passaram a diferenciar, de forma mais clara, os fundos capazes de preservar capital daqueles que sustentavam rendimentos com maior fragilidade”, comenta o analista.

Confira mais detalhes sobre os Fiagros em relatório exclusivo

Explicamos brevemente como funcionam os Fiagros, mas a dinâmica desses fundos vai muito além da relação com o agronegócio. Além de entender a qualidade dos tomadores de crédito, é importante conhecer as regras que regem a categoria, sua estrutura de carteira e os fatores que podem influenciar seu desempenho ao longo do tempo.

Para isso, Caio Araujo fez um relatório completo para explicar e sanar outras dúvidas sobre os Fiagros, como:

  • Como funcionam CPRs e CRAs no financiamento do agronegócio;
  • De que forma o CDI ocupa um papel central em muitos Fiagros;
  • Quais ativos predominam nas carteiras da categoria;
  • Como a indústria evoluiu desde o lançamento dos primeiros fundos.

Esse relatório está disponível de forma totalmente gratuita no BTG Content, a plataforma de conteúdos oficial do BTG Pactual.

Para conferir o relatório, é só clicar no link abaixo e seguir as orientações do site:

QUERO CONFERIR O RELATÓRIO SOBRE FIAGROS

AutorJulia Takeashi
FonteMoney Times
Distribuído por