Municípios brasileiros tiveram desempenho melhor que as capitais em Saúde e Proteção ocial

Um estudo divulgado nesta sexta-feira, 3, pela Agenda Pública mostra que nenhuma das 26 capitais brasileiras alcança a média nacional quando o assunto é a qualidade dos serviços públicos nas áreas de Saúde e Proteção Social. O levantamento não inclui o Distrito Federal e analisou o desempenho dos municípios a partir de indicadores oficiais.
Ao todo, a pesquisa considerou 47 variáveis distribuídas em oito áreas: Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade.
Saúde: Florianópolis lidera, enquanto Rio e Maceió aparecem entre os piores
Na avaliação da Saúde, Florianópolis ocupa a primeira colocação entre as capitais, seguida por Palmas, Teresina, Boa Vista e Vitória. Na outra ponta do ranking aparecem Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Belém e Maceió.
A capital catarinense obteve nota 0,625, em uma escala que vai de 0 a 1, sendo classificada na faixa "médio-alto". Ainda assim, o desempenho ficou abaixo da média nacional, de 0,723.
Para compor o índice, foram analisados indicadores como cobertura vacinal, mortalidade infantil, mortes prematuras por doenças crônicas, gastos públicos per capita em saúde, além de dados sobre subnutrição e obesidade infantil.
Proteção Social
No eixo de Proteção Social, Palmas lidera entre as capitais, seguida por Florianópolis, Curitiba, Campo Grande e Cuiabá. Já as últimas posições são ocupadas por Belém, Fortaleza, Salvador e Recife.
Nesse caso, a média nacional foi de 0,702. O levantamento levou em consideração indicadores como a proporção de pessoas em situação de pobreza, a oferta de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) por habitante e o percentual de famílias de baixa renda com cadastro atualizado no Cadastro Único.
Ranking geral
Considerando todas as oito dimensões avaliadas, Curitiba aparece na liderança entre as capitais, com nota 0,704. Na sequência estão Florianópolis (0,688), Vitória (0,674), São Paulo (0,624) e Cuiabá (0,571).
Segundo a Agenda Pública, o estudo "revela contrastes importantes entre riqueza econômica e qualidade dos serviços públicos".
O levantamento destaca, por exemplo, que São Paulo, embora tenha o maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, ocupa apenas a quarta posição no ranking geral e registra a menor proporção de CRAS por 100 mil habitantes entre as capitais. Já Florianópolis aparece na vice-liderança, mesmo tendo uma economia menor que Curitiba e Porto Alegre.
Outro ponto ressaltado pela pesquisa é o desempenho das capitais da Amazônia Legal. As nove cidades da região — que abrange todos os estados do Norte, além de Mato Grosso e Maranhão — também ficaram abaixo da média nacional.
Ranking das capitais
Média nacional: 0,491
- Curitiba — 0,704
- Florianópolis — 0,688
- Vitória — 0,674
- São Paulo — 0,624
- Cuiabá — 0,571
- Palmas — 0,568
- Belo Horizonte — 0,565
- Porto Alegre — 0,561
- Aracaju — 0,548
- Goiânia — 0,548
- Rio de Janeiro — 0,542
- Teresina — 0,528
- Campo Grande — 0,514
- Manaus — 0,512
- Recife — 0,505
- Boa Vista — 0,500
- Fortaleza — 0,497
- Rio Branco — 0,490
- João Pessoa — 0,484
- Natal — 0,476
- São Luís — 0,463
- Salvador — 0,455
- Macapá — 0,437
- Maceió — 0,426
- Porto Velho — 0,407
- Belém — 0,392
*Com informações de O Globo
