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Sacre Investimentos
MercadosMPOL
26/10/2026
2 min

Na contramão: saiba por que Gavekal Research recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula

Mercados brasileiros podem abrir em forte queda após a vitória inesperada do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas investidores deveriam considerar a correção como uma possível oportunidade de compra, afirmou Rohan Daswani, da Gavekal Research, em comentário. Segundo ele, os preços dos ativos vinham refletindo […]

Na contramão: saiba por que Gavekal Research recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula

Mercados brasileiros podem abrir em forte queda após a vitória inesperada do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas investidores deveriam considerar a correção como uma possível oportunidade de compra, afirmou Rohan Daswani, da Gavekal Research, em comentário.

Segundo ele, os preços dos ativos vinham refletindo uma expectativa de vitória de Bolsonaro e, com ela, a perspectiva de maior disciplina fiscal. Com o resultado eleitoral contrariando esse cenário, a desmontagem dessas posições pode provocar um movimento intenso de venda no curto prazo.

Ainda assim, Daswani argumenta que os fundamentos estruturais para investir no Brasil permaneceriam válidos após o ajuste inicial: o país segue oferecendo juros nominais e reais excepcionalmente elevados, tem forte exposição a commodities e ocupa uma posição cada vez mais relevante na oferta de minerais críticos, tema que tende a ganhar importância em cadeias globais de energia e tecnologia.

O analista também destaca um fator político que, na sua visão, limita mudanças bruscas de direção econômica: o Congresso brasileiro seria consideravelmente mais conservador do que o presidente, reduzindo o espaço para uma guinada acentuada à esquerda na política econômica.

Ele cita que a direita detém cerca de 59% das cadeiras na Câmara dos Deputados e mais de 64% no Senado, enquanto o partido de Bolsonaro é a maior força na Câmara.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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