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09/10/2026
4 min

Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco

Banco elevou os preços-alvo das três transmissoras, mas manteve recomendação neutra para Taesa e compra para outros dois papéis

Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco

A expansão da rede elétrica brasileira pode se transformar em uma nova oportunidade para quem investe em ações de energia. Com bilhões de reais em novos projetos no horizonte e mudanças regulatórias capazes de alterar a remuneração das empresas de energia, Taesa (TAEE11), Alupar (ALUP11) e ISA Energia (ISAE4) voltaram ao radar do Itaú BBA. 

O banco elevou os preços-alvo das três companhias para o fim de 2027, embora sem mudanças nas recomendações.  

A preferência continua com a Alupar, que combina potencial de crescimento e disciplina na alocação de capital, segundo os analistas, e com a ISA Energia, vista como uma oportunidade de investimento a um valuation atrativo.  

Já a Taesa segue com recomendação neutra, apoiada pelo perfil defensivo e pelos dividendos, mas com menor potencial de valorização na avaliação dos analistas. 

Novos leilões podem turbinar o setor de energia

O setor de transmissão tem uma nova rodada de investimentos pela frente.  

O Leilão 4/2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos distribuídos por oito lotes, com receita anual permitida (RAP) de R$ 1,63 bilhão — a remuneração que as transmissoras recebem pela disponibilidade de suas instalações. 

O Itaú BBA também espera que 2027 seja um ano recorde em novos leilões. Depois disso, o plano de expansão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê outros R$ 19 bilhões em projetos. 

Para os analistas, a perspectiva favorece empresas capazes de conquistar concessões e ampliar a operação sem comprometer o retorno dos investimentos.  

Nesse quesito, a Alupar é a favorita do banco, graças à disciplina financeira e às oportunidades no Brasil e em mercados latino-americanos, especialmente Chile e Peru. 

Mas os novos projetos não são o único fator no radar. A indenização por ativos ao fim das concessões e a revisão do custo regulatório de capital, conhecido como WACC, também podem influenciar a avaliação das companhias.  

Segundo o banco, uma eventual mudança no WACC deve ter impacto limitado em 2027 e 2028, embora a ISA Energia seja a mais exposta entre as três por causa do peso das concessões renovadas em seu portfólio. 

Taesa: dividendos da elétrica na mira 

Na Taesa, a principal questão é o que acontecerá com os ativos que chegarão ao fim das concessões.  

Cerca de 40% da receita anual permitida da companhia vence até 2032, e a Aneel ainda discute quais investimentos poderão ser indenizados. Uma definição é esperada para o primeiro semestre de 2027. 

No cenário-base, o Itaú BBA considera que a indenização ficará restrita aos investimentos em reforços e ampliações de ativos existentes, equivalentes a 18% da base potencial de ativos ainda não depreciados.  

O banco elevou o preço-alvo de R$ 41,80 para R$ 43,50, mas manteve a recomendação neutra devido ao potencial de valorização menor. A nova cifra implica uma queda potencial de cerca de cerca de 4,7% frente ao último fechamento.  

"Vemos a empresa como uma opção de menor risco e focada em dividendos, mas entendemos que seu
valuation limita o potencial de alta frente os pares", avaliam os analistas.

Contudo, os analistas afirmaram que, se a decisão permitir a indenização integral, o preço-alvo poderia subir dos atuais R$ 43,50 para R$ 55,50. 

Para o banco, a ação segue atraente para investidores que priorizam previsibilidade e distribuição de proventos, com dividend yields estimados em 5,9% em 2026, 8,1% em 2027 e 10,5% em 2028. 

 A expectativa é de que a redução dos investimentos e da alavancagem favoreça os pagamentos nos próximos anos. 

Alupar e ISA Energia lideram as preferências

A Alupar continua sendo a principal escolha do Itaú BBA no setor. O preço-alvo passou de R$ 42,70 para R$ 49,60, um potencial de valorização de 26%, com recomendação de compra.  

Para os analistas, a companhia tem projetos com retornos atrativos e capacidade de crescer sem abrir mão da disciplina financeira. 

Embora o banco não espere um aumento relevante dos dividendos antes de 2030, os projetos conquistados recentemente devem impulsionar o Ebitda e contribuir para a redução gradual da alavancagem à medida que as novas concessões entrarem em operação. 

Na ISA Energia, o preço-alvo subiu de R$ 32,80 para R$ 36,70, alta implícita de 22,4%, também com recomendação de compra.

Segundo os analistas, a tese combina oportunidades de investimento em ativos existentes com um valuation considerado atrativo. 

Há ainda possíveis catalisadores adicionais. Melhorias na Base de Preços de Referência da Aneel poderiam acrescentar até R$ 1,67 por ação.  

Já um desfecho favorável na disputa com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) poderia levar o preço-alvo a R$ 43, mas esse cenário ainda não está incorporado às projeções-base do banco.

AutorCamille Lima
FonteSeu Dinheiro
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