'Não era presidente quando Alexandre de Moraes foi indicado ao STF', diz Lula
Presidente voltou a defender a investigação de eventuais irregularidades, mas ressaltou a importância do direito de defesa

RESUMO | Lula rebateu vídeo de Flávio Bolsonaro que o associa a Alexandre de Moraes e afirmou que não era presidente quando o ministro foi indicado ao STF, durante o governo de Michel Temer. O presidente também citou Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados durante o governo Jair Bolsonaro.
No dia seguinte a uma sessão tumultuada do STF (Supremo Tribunal Federal), que discutiu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu as críticas que o associam ao ministro.
“Ontem, o meu adversário [Flávio Bolsonaro, PL]gravou um vídeo dizendo que eu sou responsável pelo Alexandre de Moraes. A obsessão dele é pegar o Alexandre de Moraes, mas eles não querem brigar com Moraes por causa do Banco Master”, disse, durante entrevista ao podcast Desce e Letra Show.
Lula afirmou que não era presidente quando Alexandre de Moraes foi indicado ao STF. "“Ele [Flávio Bolsonaro] era senador e deve ter votado”, disse.
O presidente também citou os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados ao STF durante o governo de Jair Bolsonaro. “Eu não era presidente quando indicaram o Kassio, ele [Flávio] era senador e deve ter votado. Eu não era presidente quando indicaram o André Mendonça. Então ele é que é o culpado, e não eu”, disse.
Lula afirmou ainda que eventuais irregularidades devem ser investigadas, mas defendeu o direito de defesa. “Todo o mundo que cometer erro em qualquer área tem que ser julgado. O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa”, declarou. “Ninguém está acima da lei, nem eu, nem o Fachin, nenhum ministro da Suprema Corte e ninguém nesse país.”
Lula afirmou ainda que eventuais irregularidades devem ser investigadas, mas defendeu o direito de defesa e a presunção de inocência. “Todo o mundo que cometer erro em qualquer área tem que ser julgado. O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa”, declarou. “Ninguém está acima da lei, nem eu, nem o Fachin e nenhum ministro da Suprema Corte e ninguém nesse país.”
Ao comentar a situação de Moraes, Lula também criticou o que chamou de “denuncismo” e afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, deve evitar que as acusações prejudiquem o processo eleitoral.
“Agora, o que não dá é para a sociedade ficar assistindo esse denuncismo. Fulano pegou não sei quantos milhões, fulano ganhou não sei quantos milhões, do filho de não sei quem, o pai de não sei quem, a mãe de não sei quem. E a sociedade atônita ouvindo tudo isso todo santo dia”, afirmou. “Então, o presidente Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral.”
