'Não haverá nada que humanos façam melhor que a IA': a nova previsão de Elon Musk

Elon Musk, o homem mais rico do mundo e quase trilionário, acredita que a inteligência artificial (IA) será mais inteligente que os seres humanos em até cinco anos.
Em entrevista à The Economist, Musk afirmou que "realmente não haverá nada que a IA não possa fazer melhor que os humanos, exceto ser humano, talvez".
"É provável que vivamos em uma era de abundância maravilhosa onde todos poderão ter qualquer coisa que pensarem. Estamos em 2026, vamos ver onde estaremos em 2036", disse ele. "Presumindo que não vamos viver a terceira Guerra Mundial, [...] acho que estamos a caminho dessa era de otimismo e animação sobre o futuro."
A previsão não é nova. Em Davos, em janeiro, ele disse a Larry Fink, presidente-executivo da BlackRock, que a IA seria mais inteligente que qualquer humano até o fim de 2026 e mais inteligente que toda a humanidade por volta de 2030. Em abril de 2024, havia projetado o primeiro marco para o fim de 2025 — prazo que não se cumpriu.
Quanto Musk aposta em IA
A convicção vem acompanhada de capital.
Em fevereiro deste ano, a SpaceX comprou a xAI, empresa de IA de Musk, em uma operação inteiramente em ações que avaliou a xAI em cerca de US$ 250 bilhões e a SpaceX em US$ 1 trilhão — a maior combinação corporativa já registrada. A empresa resultante abriu capital na Nasdaq em junho.
Antes disso, a xAI havia levantado US$ 62 bilhões em rodadas de investimento, incluindo US$ 20 bilhões em janeiro, quando foi avaliada em US$ 230 bilhões.
O grosso do dinheiro vai para infraestrutura. O supercomputador Colossus, em Memphis, entrou em operação em 2024 — construído em 122 dias a partir da conversão de uma fábrica existente — e opera com cerca de 200 mil unidades de processamento gráfico (GPUs), consumindo em torno de 300 megawatts.
“There really won't be anything that AI can’t do better than humans, apart from being human, perhaps,” says @elonmusk.
He tells @zannymb that artificial intelligence may exceed the sum of human intelligence in about five years.
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— The Economist (@TheEconomist) July 23, 2026
Somado ao Colossus 2, o complexo ocupa aproximadamente 2 milhões de pés quadrados e reúne cerca de 1 gigawatt de capacidade computacional. A meta declarada é chegar a 1 milhão de GPUs.
Em junho, dias depois da abertura de capital, a SpaceX anunciou a compra da Anysphere, desenvolvedora do assistente de programação Cursor, por US$ 60 bilhões em ações.
A aposta que ainda não existe
A tese mais ambiciosa é levar os data centers para fora da Terra.
Musk estima que, dentro de dois a três anos, o lugar mais barato para gerar capacidade computacional será a órbita — onde há energia solar quase constante e nenhum problema de dissipação de calor ou de licença ambiental.
Em janeiro, a SpaceX pediu autorização à agência reguladora americana de comunicações para operar até 1 milhão de satélites em um sistema batizado de Orbital Data Center.
O projeto, chamado Starmind, prevê satélites que funcionam como racks de servidores em órbita, com cerca de 150 quilowatts de pico e 70 metros de ponta a ponta — mais largos que um Boeing 747. Dois protótipos devem ser lançados no início de 2027, com operação comercial prevista para 2028.
A conta que ainda não fecha
Os números do negócio, por ora, são de prejuízo. O segmento de IA da SpaceX registrou receita de US$ 3,2 bilhões e perda operacional de aproximadamente US$ 6,4 bilhões, segundo a Fortune.
O Grok, modelo da casa, tem menos de 2% do uso do ChatGPT e, na avaliação da publicação, fica atrás dos sistemas de Anthropic e OpenAI em receita e capacidade.
A empresa encontrou, porém, uma fonte de receita paralela: alugar sua capacidade computacional para terceiros, incluindo acordos com o Pentágono. Após a abertura de capital, a ação da SpaceX chegou a cair abaixo do preço de estreia.
