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Sacre Investimentos
MercadosCMDT
22/09/2026
3 min

‘Não sabemos como modelar o desfecho’: JPMorgan desiste de projetar cenário-base para o petróleo

Pela primeira vez desde o início do conflito no Irã, no final de fevereiro, os estrategistas do JP Morgan abandonaram as projeções para um cenário-base de petróleo com a falta de previsibilidade sobre a guerra no Oriente Médio. “Simplesmente não sabemos como modelar o desfecho”, escreveram os estrategistas Natasha Kaneva, Lyuba Savinov e Artem Fakhretdinov […]

‘Não sabemos como modelar o desfecho’: JPMorgan desiste de projetar cenário-base para o petróleo

Pela primeira vez desde o início do conflito no Irã, no final de fevereiro, os estrategistas do JP Morgan abandonaram as projeções para um cenário-base de petróleo com a falta de previsibilidade sobre a guerra no Oriente Médio.

“Simplesmente não sabemos como modelar o desfecho”, escreveram os estrategistas Natasha Kaneva, Lyuba Savinov e Artem Fakhretdinov em relatório recente.

Na avaliação do trio, os custos com a guerra e os impactos na economia norte-americana seriam “limites” para a continuidade do conflito.

“No início, achávamos que sabíamos. Presumíamos que havia linhas vermelhas econômicas que o governo dos EUA não estaria disposto a cruzar: petróleo a US$ 100, gasolina próxima de US$ 5 por galão, inflação cheia de 4% ou o rendimento do Treasury de 10 anos na casa dos 5%”, “, afirmaram.

Ainda segundo os estrategistas, as restrições “nos davam uma linha do tempo implícita, e esperávamos que, até junho, houvesse algum tipo de acordo para reabrir o Estreito de Ormuz”.

Mas seis meses depois do início do conflito, mesmo com muitas dessas linhas cruzadas, a estratégia para encerrar a guerra está cada vez menos clara, na visão dos estrategistas.

“O petróleo está acima de US$ 100 e o rendimento do Treasury de 10 anos está na casa dos 5%. A gasolina, a US$ 4,37, permanece em níveis recordes ajustados sazonalmente, embora a temporada de pico de viagens já tenha ficado para trás”, afirmam.

Mais preocupante, dizem, o diesel está em uma máxima histórica de US$ 6,31 por galão entrando no inverno — período de pico da demanda sazonal — enquanto os estoques estão em mínimas históricas.

Nas contas dos estrategistas, considerando as condições atuais de oferta e demanda, o valor justo do barril do petróleo é de US$ 90 para setembro, mas o Brent já atingiu a cotação de US$ 108 na última semana.

“Usando nossa regra prática de que cada 1 milhão de barris por dia (mbd) de interrupção na oferta acrescenta aproximadamente US$ 4 ao preço, esse prêmio de US$ 16 implica que o mercado está precificando o risco de perdas adicionais de 4 mbd, além dos 10 mbd já interrompidos — e não uma redução confirmada e duradoura da oferta”, disseram.

Mercado em alerta

Para o JP Morgan, o mercado está em alerta e não faltam riscos para precificar, à medida que o conflito abriu novos pontos de pressão no Oriente Médio.

Os estrategistas chamaram a atenção para o avanço do grupo extremista houthis, do Iêmen, ao longo da costa do Mar Vermelho e em direção a Bab el-Mandeb, enquanto o ataque ao oleoduto East-West da Arábia Saudita interrompeu temporariamente uma importante rota alternativa para as exportações de petróleo bruto.

“Sem sinais claros dos EUA ou do Irã de que estejam preparados para uma desescalada — e na ausência de um avanço diplomático em 24 de setembro, quando o presidente Trump e o presidente Xi devem se encontrar em Washington — a suposição de que a interrupção é temporária está se tornando cada vez mais difícil de sustentar.”

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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