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11/07/2026
3 min

Nem Tesouro Direto nem CDB: BTG aposta em fundos listados com isenção de IR, que pagam até 19,8% ao ano

Nem Tesouro Direto nem CDB: BTG aposta em fundos listados com isenção de IR, que pagam até 19,8% ao ano

Quem busca renda extra com dividendos encontra cada vez mais alternativas além do Tesouro Direto e dos CDBs. Na avaliação do BTG Pactual, uma combinação de fundos imobiliários (FIIs) e fundos de infraestrutura (FI-Infra) é uma das formas mais interessantes de gerar renda mensal neste momento.

Em sua carteira de fundos listados para julho, o banco manteve a estimativa de um retorno de cerca de 13,5% ao ano, mas com um detalhe importante: os fundos têm seus rendimentos isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas.

A seleção do BTG reúne 15 fundos e mescla ativos de diferentes segmentos — todos com uma relação atraente entre risco e retorno, segundo os analistas.

  • LEIA TAMBÉM:Com desconto na bolsa e renda isenta de imposto: FI-Infras são aposta para ganhar mais na renda passiva

Por que investir em fundos listados?

Além da renda mensal, o BTG destaca algumas vantagens dessas estruturas para o investidor pessoa física:

  1. isenção de imposto de renda sobre os rendimentos distribuídos,
  2. diversificação entre diferentes ativos, e
  3. acesso indireto a operações de crédito e projetos que normalmente não estariam disponíveis para o investidor de varejo.

Para quem procura montar uma carteira de renda passiva sem depender da renda fixa tradicional, esses fundos também oferecem liquidez de negociação. Por estarem listados na bolsa, é possível comprar e vender as cotas com mais facilidade.

Outra vantagem é o possível ganho com valorização de preço. Enquanto os dividendos permitem consistência, a valorização da cota pode ser um ganho adicional com o passar do tempo.

Os fundos que o BTG está recomendando

A carteira é composta por fundos imobiliários (FIIs) e fundos de infraestrutura (FI-Infra), uma classe que investe em crédito privadoe vem ganhando espaço entre investidores que buscam renda passiva.

Atualmente, os FIIs representam 55% da alocação da carteira, enquanto os fundos de infraestrutura respondem por 45%.

Entre a escolha dos analistas do BTG, o destaque em potencial de distribuição de dividendos é o TRXF11, com dividend yield anualizado de 19,8%. Outros são o CPTI11 (16,1%) e BODB11 (15,8%).

Veja as recomendações de FIIs e FI-Infra para julho

Código  Nome do fundo  Classe  Dividend Yield anualizado 
KNHY11  Kinea High Yield  FII   14,5%  
RBRY11  RBR Alpha Multiestratégia Real Estate  FII  13,5%  
KNCR11  Kinea Rendimentos Imobiliários  FII  12,2%  
KNIP11  Kinea Índices de Preços  FII  14,5%  
MCCI11  Mauá Capital Recebíveis Imobiliários  FII   12,7%  
TRXF11  TRX Real Estate  FII   19,8%  
KNHF11  Kinea Hedge Fund  FII   12,7%  
MCRE11  Mauá Capital Real Estate  FII   14,4%  
CPTS11  Capitania Securities II  FII   14,3%  
BDIF11  BTG Pactual Infraestrutura  FI-Infra  14,3%  
BODB11  Bocaina Infra  FI-Infra  15,8%  
CPTI11  Capitânia Infra  FI-Infra  16,1%  
CDII11  Sparta Infra CDI  FI-Infra  11,9%  
KDIF11  Kinea Infra  FI-Infra  14,3%  
JURO11  Sparta Infra  FI-Infra  6,2% 
Fonte: BTG Pactual  

Quanto rende uma aplicação de R$ 100 mil?

Segundo os cálculos do BTG, a carteira completa apresenta dividend yield anualizado estimado de 13,5%. Na prática, isso significa uma renda potencial próxima de R$ 1.162 por mês para quem mantém R$ 100 mil investidos na seleção, considerando a distribuição recente dos fundos.

Naturalmente, os rendimentos variam ao longo do tempo e não são fixos, mas a estratégia busca justamente concentrar ativos com histórico de distribuição recorrente. Desde janeiro, a renda mensal sempre se manteve acima de R$ 1 mil, conforme os dados do banco.

AutorMonique Lima
FonteSeu Dinheiro
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