Neymar tentou comprar a mansão mais cara do Brasil. Agora ela vai virar um projeto de R$ 360 milhões
Imóvel tem 2.500 metros quadrados de área construída em um terreno de 11 mil metros quadrados

Antes de ser comprada pela Mozak, a mansão mais cara do Brasil esteve na mira da família de Neymar. O imóvel, no Jardim Pernambuco, no Leblon, Rio de Janeiro, acabou nas mãos da construtora carioca depois de uma negociação que durou seis anos.
Agora, a casa começa a ser demolida para dar lugar ao Estância Pernambuco, projeto com dez novas residências e VGV, valor geral de vendas, próximo de 360 milhões de reais.
Segundo Breno Elehep, sócio da Mozak e filho do fundador da companhia, a família de Neymar tentou comprar a propriedade durante o período de negociação.
“Na época, o Neymar, a família do Neymar, tentou comprar o terreno e a gente estava firme e forte para comprar a casa para fazer esse projeto”, diz Breno.
A Mozak fechou a aquisição em 2024. Naquele momento, o casarão era anunciado por 220 milhões de reais. O valor efetivamente pago pela construtora não foi divulgado.
Como era a mansão
O imóvel tem 2.500 metros quadrados de área construída em um terreno de 11 mil metros quadrados. São seis suítes, 18 banheiros, 15 vagas de garagem, piscina semiolímpica, biblioteca, sauna e heliponto.
A propriedade foi construída em 1986 pela família Amaral, ex-dona da rede de supermercados Disco.
Segundo Breno, em determinado período havia 43 funcionários trabalhando diariamente no imóvel. A família também havia construído uma réplica menor da casa principal para abrigar funcionários.
No lugar do casarão, a Mozak prevê dez residências. Sete delas já haviam sido vendidas no momento da entrevista, segundo Breno.
O projeto é assinado pela Bernardes Arquitetura. As casas terão desenhos diferentes entre si e poderão ser personalizadas pelos compradores. “Cada uma delas é totalmente diferente, mas elas conversam entre si”, diz Breno. “Cada cliente personaliza a casa do jeito que quer.”
A previsão da construtora é concluir o empreendimento no segundo semestre de 2028. O terreno também terá trilhas, mirantes, bosques e áreas de lazer.
Qual é a história da construtora
A Mozak foi fundada há 32 anos por Isaac Elehep, que abriu a empresa após sair da faculdade. Os primeiros projetos ficaram concentrados na Zona Norte do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca e no Jardim Oceânico.
Isaac Elehep, presidente da construtora Mozak (Mozak/Divulgação)
A mudança de posicionamento começou cerca de 10 a 12 anos atrás, quando a construtora passou a ampliar a presença na Zona Sul. Vieram projetos em Ipanema, Lagoa, Gávea, Jardim Botânico e, principalmente, no Leblon.
Nos últimos cinco anos, segundo Breno Elehep, sócio da Mozak e filho do fundador, a empresa estreitou ainda mais esse foco. Hoje, o Leblon concentra boa parte dos lançamentos da companhia.
Em 2026, a Mozak chega à marca de 100 prédios entregues no Rio de Janeiro, segundo a empresa. Ao mesmo tempo, a segunda geração da família começa a assumir mais espaço no negócio.
“Meu pai está posicionando cada um dos filhos para a segunda geração”, diz Breno.
A construtora também acelerou o ritmo de lançamentos. Breno afirma que a empresa tem feito entre três e cinco projetos por ano e que, atualmente, mantém seis lançamentos no Leblon.
A compra da antiga mansão no Jardim Pernambuco levou essa estratégia a outra escala. A negociação durou seis anos e colocou a Mozak em um terreno de 11 mil metros quadrados em uma das áreas com menor oferta de novos espaços na Zona Sul carioca.
“Eu posso aparecer daqui a um ano com um terreno na orla, daqui a dois anos com outro terreno maravilhoso. Agora, um terreno como o Estância Pernambuco eu não vou conseguir comprar de novo”, diz Breno.
