Nigéria resgata cerca de 360 pessoas, incluindo crianças, sequestradas por jihadistas

O Exército da Nigéria resgatou cerca de 360 pessoas, a maioria mulheres e crianças, que haviam sido sequestradas durante um ataque jihadista ocorrido em março deste ano no estado de Borno, no nordeste do país.
Segundo o major-general Abdulsalam Abubakar, comandante da Operação Hadin Kai, responsável pelo combate ao jihadismo na região, os civis estavam entre os moradores capturados durante um ataque à comunidade de Ngoshe, na região de Gwoza, em 3 de março de 2026.
A operação de resgate foi realizada no sábado, com apoio das Forças de Operações Especiais do Exército, em diferentes áreas das montanhas de Mandara, na fronteira entre Nigéria e Camarões. A região é conhecida por servir de esconderijo para grupos extremistas.
Apesar do sucesso da missão, dois bebês morreram durante a retirada das vítimas. De acordo com o comandante militar, as mortes ocorreram devido às dificuldades impostas pelo terreno acidentado durante o deslocamento para uma área segura.
Após o resgate, todas as vítimas passaram por avaliação médica. As pessoas que necessitavam de atendimento urgente foram estabilizadas e encaminhadas ao Hospital Geral de Gwoza. Os resgatados também receberam alimentos e água antes de serem transferidos para um centro de acolhimento, onde aguardam a reunificação com suas famílias.
O sequestro ocorreu durante um ataque realizado na noite de 3 para 4 de março por integrantes do Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês). Na ocasião, os jihadistas atacaram uma base militar e um acampamento de deslocados internos, deixando pelo menos 15 mortos.
A região nordeste da Nigéria enfrenta a violência de grupos extremistas desde 2009, quando o Boko Haram iniciou sua insurgência. A situação se agravou a partir de 2016 com o surgimento do ISWAP, dissidência do grupo.
Segundo dados do governo nigeriano e da Organização das Nações Unidas (ONU), os ataques de Boko Haram e ISWAP já deixaram mais de 35 mil mortos e cerca de 2,7 milhões de deslocados na Nigéria e em países vizinhos, como Camarões, Chade e Níger.
Além desses grupos, o noroeste do país também enfrenta a atuação do Lakurawa, organização apontada como ligada ao Estado Islâmico na Província do Sahel (ISSP), responsável por atentados nos estados de Kebbi e Sokoto.
(Com informações da EFE)
