No BTG Pactual, um diretor saiu da 'caixinha' técnica para decisões mais abrangentes
Diretor executivo de contabilidade e finanças do banco há 11 anos, Leonardo Theobald recorreu ao MBA Executivo em Finanças da Saint Paul para sair da rotina técnica e ganhar uma leitura mais ampla do negócio

Leonardo Theobald resume em uma frase o que o levou de volta à sala de aula depois de mais de uma década de carreira: "Eu sentia que era o momento de expandir minha visão para além da realidade do meu dia a dia." A frase, dita sem drama, descreve o incômodo de quem enxergava desafios maiores do que aqueles tratados no dia a dia.
Theobald é diretor executivo de contabilidade e finanças no BTG Pactual, cargo que ocupa há dois anos e meio dentro de uma trajetória de 11 anos na instituição.
Ele e seu time respondem por toda a contabilização da carteira proprietária do banco, ou seja, tudo o que impacta o balanço patrimonial e a posição própria da instituição passa pela área que lidera.
Trabalha no mercado financeiro há 15 anos, sempre na área de finanças, com formação em contabilidade e administração. A carreira começou na auditoria da PwC, já com o olhar voltado para instituições financeiras.
De lá, migrou para a Gávea Investimentos, gestora fundada por Armínio Fraga, onde passou quatro anos na controladoria de fundos brasileiros e offshore, até entrar no BTG Pactual em 2015.
Sair da rotina técnica
Foi essa trajetória consolidada, e não uma insatisfação pontual, que motivou a busca pelo MBA Executivo em Finanças da Saint Paul Escola de Negócios. "Buscar o MBA foi uma forma de reciclar e aprofundar o meu conhecimento, agregando ainda mais tecnicidade ao que eu já vivenciava na prática. A experiência do dia a dia é fundamental, mas o MBA trouxe ferramentas e fundamentos que ajudaram a refinar essa atuação.", diz Theobald.
O objetivo declarado era duplo: atualização técnica e ampliação de repertório, algo que a rotina de uma área especializada dentro de um banco nem sempre permite.
O resultado, segundo ele, veio na forma de troca.
Entre os professores, cita o nome de Securato como o que mais marcou o curso, pela combinação entre clareza e profundidade, e também elogia as aulas de Mussa.
O programa também deixou uma rede de contatos que continua ativa. Theobald mantém proximidade com o monitor da turma, Vitor, e com colegas de curso. "A gente compartilhava e continua compartilhando muitas informações e experiências até hoje", conta.
Leonardo Theobald, diretor executivo de contabilidade no BTG Pactual
Decisões mais abrangentes
A mudança prática, segundo Theobald, apareceu na forma de tomar decisões. Ele descreve um movimento de pausa deliberada depois do MBA Executivo da Saint Paul: revisar processos e questionar se as escolhas técnicas do dia a dia levavam em conta o impacto em outras áreas do negócio.
"Eu acho que passei a tomar decisões de forma mais estruturada, considerando um contexto mais amplo", diz. "O MBA me ajudou muito a desenvolver uma perspectiva mais global, mais holística, e isso passou a fazer parte da minha tomada de decisão."
A digitalização também entrou no radar durante o curso, num momento específico do mercado. Theobald fez o MBA no período em que o ChatGPT havia acabado de ser lançado, ainda como novidade.
“O chatGPT era uma grande novidade quando começamos o MBA Executivo de Finanças. Ao longo do curso, fomos acompanhando sua evolução à medida que o próprio MBA também avançava", relembra.
Para ele, ver essas ferramentas discutidas em sala, associadas a processos que não existiam quando cursou a graduação e a pós-graduação anteriores, teve peso: "Foi bastante disruptivo ter esses módulos."
O relato de Theobald conecta um ponto técnico, a contabilidade e finanças de um banco, a uma mudança de postura mais ampla. Antes do MBA, a queixa era estar preso a uma caixinha.
Depois dele, a descrição que usa para o próprio trabalho passou a ser outra: mais cautelosa, mais abrangente, menos restrita ao que estava diretamente sob sua responsabilidade.
