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MundoACS
21/07/2026
2 min

Novo tarifaço afeta menos o Brasil do que o de 2025, diz economista do Itaú

Novo tarifaço afeta menos o Brasil do que o de 2025, diz economista do Itaú

As novas tarifas impostas ao Brasil neste ano pelo governo de Donald Trump deverão ter menos impacto do que as taxas de 2025, pois a tarifa média cobrada do país será menor e o país vem diversificando mercados. A avaliação é de economistas do Itaú Unibanco.

Nesta quarta-feira, 22, entra em vigor uma nova tarifa dos Estados Unidos contra o Brasil, de 25%. Além disso, o país também poderá ser alvo de outra cobrança, de 12,5%, pela acusação de uso de trabalhos forçados, que deverá ser anunciada nos próximos dias.

"Mesmo se tiver esses 12,5% [da tarifa] do trabalho forçado e se considerar todas as isenções, a tarifa efetiva média sobre o Brasil fica na casa dos 20%, abaixo dos 30% que a gente viu no segundo semestre do ano passado", disse Julia Gottlieb, economista do Itaú Unibanco, em conversa com jornalistas.

Em 2025, os EUA chegaram a impor uma tarifa de 50% ao Brasil, que depois foi atenuada por uma série de isenções e derrubada pela Suprema Corte em fevereiro deste ano.

"Além disso, vimos no segundo semestre do ano passado uma queda relevante das exportações do Brasil para os Estados Unidos, mas houve uma capacidade de realocação desses fluxos. Aumentou muito a exportação para outros destinos e acabou que nem teve queda de quantidade exportada", prossegue.

"Vai ter setores mais prejudicados, mas o impacto macro acaba não sendo tão grande. Ele acaba sendo heterogêneo entre os setores", afirmou Gottlieb.

'Economia fechada'

Pedro Schneider, também economista do Itaú Unibanco, concorda que o efeito das tarifas sobre a inflação é menor. "O Brasil é uma economia fechada, e os Estados Unidos já não são o principal parceiro comercial do país. Em termos macro, parece uma preocupação menor", afirma.

Os economistas projetam que o IPCA deverá encerrar o ano em 5,4%. Em fevereiro, a previsão era de 3,8%. A alta dependerá de fatores como o câmbio e o preço do petróleo. O banco estima que o dólar terminará o ano no patamar de R$ 5,30, e que o barril de petróleo chegará a US$ 80 até o fim do ano.

AutorRafael Balago
FonteExame
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