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Sacre Investimentos
Future of MoneyCPTO
18/08/2026
4 min

Número de brasileiros que já investiram em criptomoedas supera torcida do Corinthians, diz Datafolha

Criptoativos são o quinto investimento mais popular do país, superando em muito as ações, mas ainda bem abaixo da caderneta de poupança

Número de brasileiros que já investiram em criptomoedas supera torcida do Corinthians, diz Datafolha

A segunda edição da pesquisa Datafolha e Paradigma sobre o setor de criptoativos brasileiro mostrou que o número de pessoas que já investiram em criptomoedas no país chegou a 29 milhões em 2026. Isso é mais do que o tamanho da torcida do Corinthians, a segunda maior do país, com 25 milhões de torcedores.

De acordo com o estudo, em torno de 17,2% dos brasileiros já investiu ou investe atualmente em criptomoedas, o que torna essa categoria de investimento a quinta colocada na preferência do país. O percentual oscilou dentro da margem de erro em relação ao ano passado, quando era 16%.

Popularidade dos investimentos dos brasileiros

Popularidade dos investimentos dos brasileiros

Em primeiro lugar, continua a liderar isoladamente a caderneta de poupança, na qual 57,1% das pessoas declararam já ter investido, ante 52% na edição passada.

Na sequência vêm os imóveis (34%, era 31%), dinheiro no colchão (30,5%, era 24%) e fundos de investimento (26,1%, era 19%). Atrás das criptomoedas, por sua vez, estão os títulos públicos ou CDBs (15,1%, era 12%), dólar e outras moedas (14%, mantendo-se estável), ouro (9,8%, estável) e ações (7,4%, era 6%).

Isso significa que a proporção de brasileiros em cripto é 2,3 vezes maior do que a de investidores na bolsa de valores.

Mercado masculino e dos mais pobres

No recorte por renda, a pesquisa revelou que os mais pobres são os que mais investem em ativos digitais. A faixa de renda em que mais pessoas investiram em criptomoedas é a de um a dois salários mínimos, com 31,9% das respostas. Em seguida vem a categoria de até um salário mínimo, com 31,6%. Atrás delas vêm as faixas de dois a três salários mínimos (14,2%); de três a cinco salários (11,8%); e, por último, a de mais de cinco salários mínimos (10,6%).

Investimento em cripto por faixa de renda

Investimento em cripto por faixa de renda

Ao mesmo tempo em que é um mercado dominado por investidores de baixa renda, o setor de criptomoedas também é predominantemente masculino. A pesquisa mostra que 74,6% dos homens conhecem moedas digitais, contra 58,9% das mulheres. Os homens que conhecem e investem em cripto são 23,6%, mais que o dobro das mulheres (11,3%).

No quesito escolaridade, o maior crescimento no conhecimento sobre cripto foi entre quem tem apenas o fundamental completo, saindo de 25,9% na pesquisa do ano passado para 38% na edição atual. Entre quem tem ensino médio completo, o conhecimento subiu de 65,4% para 76%, e para quem tem ensino superior saiu de 84,1% para 89,7%.

Politicamente, a maior parte dos investidores cripto estão alinhados ao máximo à direita (22,3%) ou ao centro (21,6%). A faixa de centristas é bastante superior à da média da população, que soma 15,5%.

Posicionamento politico dos criptoentusiastas

Posicionamento politico dos criptoentusiastas

Além disso, por volta de dois terços dos investidores de criptomoedas acham importante “votar em um deputado ou senador comprometido a defender os direitos de quem tem cripto”. Dentre aqueles que fazem autocustódia em carteiras digitais em vez de manter moedas digitais na corretora, esse fator político é ainda mais preponderante, sendo citado como importante por 89,6%.

Custódia e diversificação

Em relação à custódia, 83% dos investidores respondeu que colocou dinheiro em criptomoedas por meio do aplicativo do banco. Só 26% afirmou ter carteiras próprias para isso, enquanto 20% disse investir via corretora cripto e 18% se expuseram a ativos digitais via fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês).

Por volta de 59% daqueles que conhecem criptomoedas disseram que acreditam que elas são uma boa forma de diversificar investimentos, mas 77% consideram que a tecnologia é muito complexa e 42% admitiram que não entendem o tema o suficente.

A pesquisa foi realizada com 2.004 entrevistados em 137 municípios em todas as regiões do país entre 11 e 14 de maio deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O estudo foi patrocinado pela corretora de criptomoedas norte-americana Coinbase e pela gestora brasileira focada em ativos digitais Hashdex.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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