Número de mortos após terremotos na Venezuela chega a 1.430

O número de mortos no devastador terremoto duplo na Venezuela subiu para 1.430, informou neste sábado, 27, o líder parlamentar Jorge Rodríguez, um dos porta-vozes do governo sobre a tragédia.
Rodríguez, irmão da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também relatou 3.238 feridos e 3.142 desabrigados.
A contagem oficial anterior havia registrado 920 vítimas fatais.
Em uma transmissão pela televisão estatal realizada mais cedo neste sábado, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que mais dez países se unirão aos esforços de busca por sobreviventes.
"Quero também dizer que a Venezuela não está sozinha. Recebemos a mão amiga do mundo. Gostaria de informar ainda que equipes de mais países chegarão nas próximas horas e que, entre agora e amanhã, praticamente outros dez países se juntarão a esses esforços de resgate", disse.
Equipes de países como Brasil, México, Estados Unidos, El Salvador, Suíça, Colômbia, Espanha, Equador, Chile, República Dominicana e Panamá juntaram-se às buscas.
Na manhã deste sábado, o Brasil enviou o terceiro voo com ajuda humanitária à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha.
Em estimativa divulgada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24, podemter afetado até 6,76 milhões de pessoas.
A projeção considera análises populacionais e dos danos causados pelos tremores, incluindo cerca de dois milhões de moradores da região de Caracas.
Apesar dos números oficiais, a situação pode ser ainda mais grave. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU estima que mais de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem vasculhando os escombros nas áreas mais atingidas.
Os abalos, de magnitude 7,5, foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século e devastaram principalmente Caracas e o estado de La Guaira.
Edifícios residenciais, hospitais, escolas e prédios públicos desabaram ou sofreram danos estruturais, comprometendo serviços essenciais e deixando bairros inteiros em situação de calamidade.
Moradores das regiões mais afetadas relatam falta de equipes de resgate nos primeiros dias após o desastre e afirmam que familiares e voluntários ainda procuram sobreviventes sob os escombros.
