Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 3.535

A tragédia também deixou mais de 15 mil pessoas sem moradia e provocou danos em centenas de edifícios, concentrados principalmente no estado de La Guaira.
Segundo os dados oficiais, 885 edifícios foram afetados pelos terremotos, dos quais 189 sofreram colapso total. O governo informou ainda que 6.462 pessoas foram resgatadas com vida desde o início das operações de busca.
As autoridades venezuelanas continuam sem divulgar um número oficial de desaparecidos. As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas ainda possam estar nessa condição, embora algumas projeções apontem para um número próximo de 10 mil.
Resposta do governo continua sob pressão
A condução da crise pela presidente interina Delcy Rodríguez continua sendo alvo de críticas de grupos de oposição, voluntários e moradores das áreas atingidas. O governo rejeita as acusações e afirma que mobilizou equipes de resgate imediatamente após os terremotos.
Na última quinta-feira, 2, Rodríguez negou rumores de que vítimas estariam sendo enterradas em valas comuns sem identificação. Segundo ela, todos os corpos passam por procedimentos de identificação, incluindo análise de impressões digitais, fotografias e, quando necessário, exames odontolegais.
Militarização em La Guaira
Durante uma cerimônia militar realizada no domingo, 5, no ocasião do Dia da Independência da Venezuela, a presidente interina voltou a defender a atuação do governo.
Rodríguez afirmou que milhares de servidores públicos e equipes de resgate foram mobilizados para localizar sobreviventes e retirar vítimas dos escombros, além de negar que o país caminhe para um cenário de convulsão social. "O que existe é uma profunda solidariedade social", declarou.
A presidente interina também atribuiu parte das críticas à disseminação de informações falsas sobre a atuação das autoridades e afirmou que a militarização de La Guaira, região mais atingida pelos tremores, teve como objetivo garantir a organização dos trabalhos de resgate e combater a desinformação.
A presença das Forças Armadas, no entanto, foi questionada por equipes de voluntários e socorristas, que relataram dificuldades para acessar algumas áreas afetadas durante os primeiros dias da operação, de acordo com a Bloomberg.
Com AFP
