Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 3.811

Um total de 3.811 pessoas morreram em decorrência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas, segundo balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano.
Os tremores consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, também deixaram 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, informou o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.
A tragédia atingiu principalmente o estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 prédios foram afetados. Desse total, 190 desabaram completamente.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também pediu nesta quarta-feira, 8, a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) tenta arrecadar cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para auxiliar na recuperação do país.
Delcy Rodríguez pede ao rei Charles III liberação de ouro venezuelano
Rodríguez afirmou que enviou uma carta ao rei Charles III pedindo a liberação do ouro das reservas internacionais da Venezuela retido no Banco da Inglaterra para financiar a resposta aos danos causados pelos terremotos.
Segundo a presidente interina, cerca de US$ 1,9 bilhão (R$ 9,78 bilhões) em ouro pertencente à Venezuela está depositado no Banco da Inglaterra. O controle sobre esses ativos foi negado ao governo de Nicolás Maduro pela Justiça britânica.
"Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro é do nosso povo. É para lidar com as consequências do sismo de 24 de junho", declarou Rodríguez.
Mais cedo, o chanceler Yván Gil também pediu a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior. Rodríguez afirmou ainda que conversou com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para insistir na obtenção de recursos do organismo.
A Venezuela possui 3,57 bilhões em Direitos Especiais de Saque (DES) no FMI, equivalentes a cerca de US$ 5,1 bilhões (R$ 26,24 bilhões). Segundo a nota, esses recursos permanecem bloqueados devido ao não reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente.
