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Sacre Investimentos
ColunistasMPOLACS
26/10/2026
4 min

Nunca antes: bolsa, dólar e juros reagem à reeleição de Lula com circuit-breaker no radar dos investidores

Em virada inédita, Lula (PT) vence Flávio Bolsonaro (PL) com votação recorde e se reelege para mais um mandato como presidente; analistas projetam forte correção na bolsa, no câmbio e nos juros

Nunca antes: bolsa, dólar e juros reagem à reeleição de Lula com circuit-breaker no radar dos investidores

Uma das expressões mais usadas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de seus dois primeiros mandatos como presidente (2003-2010) foi "nunca antes na história desse país".

Factual em muitos casos, exagerado em tantos outros, o uso do "nunca antes" era motivo de brincadeira entre os jornalistas que cobriam o dia a dia do presidente. Em pronunciamentos e entrevistas coletivas, havia até quem apostasse informalmente sobre o que seria o "nunca antes" do dia.

Lula diminuiu consideravelmente o uso da expressão durante seu terceiro mandato, mas a virada sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 autoriza uma revisita ao "nunca antes".

Nunca antes na breve experiência democrática brasileira um político foi eleito presidente quatro vezes. Também nunca antes o candidato que passou em segundo lugar no primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil conseguiu a virada no segundo.

Concluída a apuração, Lula reelegeu-se com votação recorde. No trabalho da Carolina Gama, você confere os detalhes do resultado das eleições.

Circuit-breaker no radar

O mercado financeiro reage nesta segunda-feira (26) à vitória de Lula e a todas as suas repercussões. Nunca antes o Ibovespa teve o circuit-breaker acionado na esteira de um resultado eleitoral, mas analistas advertem que isso pode acontecer hoje.

Se depender do EWZ, o circuit-breaker está contratado. O principal ETF de ações brasileiras no exterior caía mais de 20% nas primeiras horas desta segunda-feira. Os ADRs de empresas brasileiras também despencam na abertura do pré-mercado em Nova York.

Na reportagem especial de hoje do Seu Dinheiro, a Camille Lima explica por que a expectativa é de um início de semana turbulento na bolsa.

O fato é que muitos investidores davam como certa a vitória de Flávio Bolsonaro. Diante disso, a reação do campo derrotado também entra na conta. Para surpresa de zero pessoa, Flávio Bolsonaro já adiantou que vai contestar o resultado das urnas.

Acredita-se que a contestação envolverá a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o horário de votação.

De qualquer modo, na avaliação do BTG Pactual, não há margem para questionar o resultado.

Para os analistas do banco, a capacidade de articulação do presidente reeleito com o Congresso, a composição da equipe econômica e a disposição do governo para avançar com medidas de ajuste fiscal configuram os principais ponto de atenção para os investidores.

Nesse sentido, é preciso lembrar que nunca antes o Palácio do Planalto e o Congresso estarão tão desalinhados politicamente quanto a partir de 2027.

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Uma ótima segunda-feira, uma excelente semana para você!

AutorRicardo Gozzi
FonteSeu Dinheiro
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