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Sacre Investimentos
InvestMercados
07/08/2026
3 min

O alerta do BofA: banco americano recomenda reduzir risco na bolsa; entenda

Banco vê excesso de otimismo nos mercados e recomenda reforçar posições mais defensivas

O alerta do BofA: banco americano recomenda reduzir risco na bolsa; entenda

O apetite por risco entre os investidores atingiu um patamar tão alto que já acende um sinal de alerta entre estrategistas do Bank of America (BofA). Para o banco, o momento pede cautela e sugere a redução da exposição a ativos de maior risco, mesmo com o mercado acionário global renovando máximas históricas.

Segundo informações da Bloomberg, o indicador Bull & Bear do BofA, que mede o grau de otimismo ou pessimismo dos investidores, subiu para 9,7 pontos, ante 9,4 na leitura anterior, atingindo o nível mais alto desde 2021. A equipe atribui o movimento à ampliação do rali nas bolsas, à forte entrada de recursos em dívida de alto rendimento e ao aperto nos spreads de crédito.

Diante desse cenário, os estrategistas do banco recomendam priorizar ativos defensivos, como forma de proteger as carteiras contra eventuais surpresas negativas na economia, na condução da política monetária ou mesmo no ritmo da corrida da inteligência artificial (IA).

O analista do banco, Michael Hartnett, orienta que os investidores recuem de ativos de risco e migrem parte dos recursos para posições defensivas, títulos de maior duração e dólar.

O alerta surge em um momento de retomada do apetite por ações de semicondutores, impulsionada por resultados corporativos acima do esperado, o que ajudou a dissipar receios de que o rali ligado à IA estivesse perdendo força. O otimismo também ganhou reforço adicional com a temporada de balanços robusta tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Esse conjunto de fatores levou as bolsas a renovarem máximas históricas nos dois lados do Atlântico ao longo da semana. Agora, o mercado volta as atenções para o relatório de emprego dos EUA, o payroll, que será divulgado nesta sexta-feira, 7, e deve trazer novos sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Um resultado mais forte do que o esperado tem potencial de provocar uma correção nos ativos de risco, ao reforçar a expectativa de que os juros americanos permanecerão elevados por mais tempo.

Fluxo recorde para ações

O apetite por risco também aparece nos números de captação. As ações americanas atraíram US$ 9,6 bilhões em recursos líquidos na semana encerrada em 5 de agosto, de acordo com dados da EPFR Global citados pelo BofA, o que coloca o mercado acionário dos EUA no caminho para um ano recorde de entradas de capital.

No Brasil, o principal termômetro desse movimento é o fluxo de investidores na B3, que acompanha diariamente o saldo de compras e vendas por categoria, como estrangeiros, institucionais, pessoas físicas e instituições financeiras. O indicador ajuda a medir o apetite por risco no mercado local e costuma ter forte influência sobre o Ibovespa.

Os dados mais recentes mostram um cenário de fluxo misto entre os diferentes perfis de investidores. Em 5 de agosto, os estrangeiros retiraram R$ 714,8 milhões da bolsa brasileira, enquanto as instituições financeiras registraram entrada líquida de R$ 197,8 milhões e o grupo "Outros" aportou R$ 2,66 bilhões.

No dia anterior, o saldo dos investidores estrangeiros também foi negativo, em R$ 171 milhões, indicando uma postura mais cautelosa às vésperas do payroll americano e em meio às incertezas sobre juros e o cenário geopolítico, como a guerra no Irã.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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