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Sacre Investimentos
ColunistasACSBDR
03/09/2026
4 min

O back to basics na bolsa, o quebra-quebra corporativo e o que mais mexe com o mercado hoje

Blue chips estão no topo do ranking das ações mais recomendadas por especialistas para investir em setembro

O back to basics na bolsa, o quebra-quebra corporativo e o que mais mexe com o mercado hoje

Quando a situação está difícil, é hora de voltar para o básico bem feito.

Isso vale para diversos aspectos na nossa vida. Quando as finanças estão fora de controle, é necessário cortar supérfluos, cancelar as assinaturas que não usamos e reduzir o nível de alguns gastos.

Ao ter dificuldade no negócio pela sua complexidade, o empreendedor deve avaliar onde a empresa é mais competitiva e focar no que sabe fazer bem, deixando outras estratégias de lado.

E, no mercado de ações, às vezes é hora de se voltar para grandes blue chips, as empresas de maior capitalização da bolsa de valores, principalmente se o cenário é de volatilidade. Com o conflito geopolítico e a proximidade das eleições, o momento é de buscar proteção e deixar os papéis voltados para crescimento para outro momento.

Essa é a recomendação de analistas ouvidos pelo Seu Dinheiro para investir no mês de setembro. Ações de empresas de combustíveis, energia, commodities, grandes bancos e companhias bem estabelecidas nos seus segmentos são as apostas para o período.

Confira quem lidera o ranking nesta matéria da repórter Dani Alvarenga.

Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

A onda de recuperações judiciais no Brasil acendeu um alerta para empresas, credores e investidores.

Mas afinal: a recuperação judicial realmente salva empresas viáveis ou, em muitos casos, apenas adia uma falência inevitável?

No novo episódio do Touros e Ursos, Vinícius Pinheiro e Bia Azevedo recebem Tatiana Flores, advogada e especialista em recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência, para explicar o que está por trás desse movimento e quais são os riscos para empresas e acionistas.

Casos como Casas Bahia, Oi, Americanas, Azul, Odebrecht e Oncoclínicas ajudam a ilustrar os desafios de uma reestruturação — desde juros elevados e excesso de endividamento até mudanças no modelo de negócio e fraudes.

Veja o vídeo completo aqui:

Esquenta dos mercados

As eleições presidenciais estão cada vez mais perto, e a disputa está esquentando. Após a queda do sigilo das conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o governo Lula teme que o caso afete a campanha de reeleição.

Enquanto a cúpula do PT tenta gerir a crise, os eleitores aguardam a pesquisa Datafolha nesta manhã (3).

Já no exterior, o conflito entre EUA e Irã segue agitando os mercados. Os preços do petróleo voltaram a registrar alta hoje, após o presidente Donald Trump afirmar que o país realizou um ataque “muito pesado” contra Teerã.

As bolsas da Europa amanhecem sem fôlego, oscilando entre altas e baixas. Por lá, os investidores reagem também aos dados do índice de preços ao consumidor (PPI) da zona do euro, que veio acima do esperado.

Os mercados asiáticos fecharam o pregão desta quinta-feira sem direção única. Além da crise no Oriente Médio, a perspectiva de aperto monetário pelo Banco do Japão (BoJ) pressionou os índices da região.

Já os futuros de Nova York oscilam perto da estabilidade. Em Wall Street, as atenções se voltam para a divulgação dos dados da balança comercial dos EUA de julho e de índices de gerentes de compras (PMI) de serviços.

Outros destaques do Seu Dinheiro

JUNTE-SE A ELES
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo. O acordo com o Mercado Livre amplia a estratégia de venda em plataformas de terceiros, que já levou os produtos da varejista a marketplaces como Amazon e AliExpress.

DINF11
BTG Pactual lança ETF de infraestrutura que mescla ações e debêntures isentas — com R$ 200 milhões do BNDES. O fundo de índice híbrido, que estreou na B3 na quarta-feira (2), investe em ativos ligados à infraestrutura brasileira.

HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’. Alexandre Birman e Roberto Jatahy chegaram a um acordo para separar os negócios; acionistas receberão papéis das duas novas companhias.

CÂMBIO
O trade mais manjado e lucrativo da década está mudando de endereço — e o investidor brasileiro leva vantagem sem fazer esforço. Embora o iene não vá desaparecer do jogo, especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro são unânimes em dizer que o carry trade está se tornando mais fragmentado.

IPCA vs. CDI
Títulos IPCA+ batem o CDI em agosto e rendem mais de 1% no mês; veja os destaques. Índices de renda fixa ligados à inflação renderam até 1,78% no mês, enquanto títulos do Tesouro IPCA+ chegaram a avançar mais de 3%.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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