O Brasil pode dar calote na dívida, a agenda de inflação e o que mais mexe com seu bolso hoje
Entenda qual o risco de o governo brasileiro deixar de pagar os juros da dívida e quais são os principais indicadores econômicos desta semana

No feriado da Independência do Brasil, será que estamos realmente livres?
É justo querer aproveitar um pouco de sossego. Uma viagem, um cinema, um restaurante. Mas, ao final desse mês, a fatura do cartão de crédito cobrará os excessos, mostrando que há certas obrigações que precisamos cumprir.
Para quem está de olho no crescimento dos gastos públicos e da dívida, a dúvida é se há algum risco de o governo não pagar a sua fatura.
Se você investe nos títulos do Tesouro Direto, basicamente uma forma de emprestar dinheiro ao governo, esse medo não é só seu.
Já aconteceu no passado. Em 1987, o então presidente José Sarney informou a suspensão do pagamento dos juros da dívida externa, por período indeterminado. Foi uma medida tomada como consequência da diminuição das reservas cambiais.
No entanto, segundo os especialistas consultados pela repórter Monique Lima, dessa vez o risco é mais sutil.
Entenda nesta matéria aqui.
Esquenta dos mercados
Embora seja feriado no Brasil, as bolsas internacionais continuam agitando os mercados.
Nos Estados Unidos, os índices futuros estão em leve queda, enquanto as bolsas na Europa abriram em direções distintas.
Já na Ásia, os mercados fecharam principalmente em tom positivo, com destaque para a alta de 4,61% do índice Kospi, o principal da Coreia do Sul.
Nesta semana, o destaque fica para os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
O IPCA de agosto será divulgado apenas na sexta-feira (11), mas o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que sai amanhã, já começa a dar pistas sobre o movimento dos preços no mercado interno.
Lá fora, o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos será conhecido na quinta-feira (10), além do índice de preços ao consumidor (CPI). Esses dados são relevantes para entender quais podem ser os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).
O balanço da Oracle, gigante de software norte-americana, também estará no centro das atenções. Investidores estarão de olho no endividamento da empresa de Larry Ellison, que pode servir como um sinal de alerta para outras companhias do setor.
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