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Sacre Investimentos
Economia
01/06/2026
3 min

O campeão da Copa do Mundo, segundo o Goldman Sachs

O campeão da Copa do Mundo, segundo o Goldman Sachs

À medida que a Copa do Mundo se aproxima, a ansiedade dos torcedores toma conta das conversas dentro e fora dos estádios. Entre apostas esportivas, bolões e previsões de especialistas, surge a pergunta que movimenta o mundo do futebol: quem levantará a próxima taça?

Em busca dessa resposta, o Goldman Sachs desenvolveu um modelo para projetar os resultados da competição. Com base em dados históricos e indicadores de desempenho das seleções, os analistas simularam os confrontos do torneio até chegar a um possível campeão.

Quem será o campeão?

O estudo projeta os resultados desde a fase de grupos até a final e prevê alguns confrontos de peso já nas primeiras fases do mata-mata, como um clássico entre Argentina e Uruguai, além de um duelo entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o modelo, a favorita ao título é a Espanha, com 26% de probabilidade de conquistar sua segunda Copa do Mundo, 16 anos após o título de 2010.

Na sequência aparecem França, com 19% de chance de levantar a taça, Argentina, com 14%, Brasil, com 8%, e Inglaterra e Holanda, ambas com 5%.

De acordo com os analistas do Goldman Sachs, as projeções seguem um padrão histórico observado nas últimas décadas: após um título sul-americano, a Copa costuma voltar para uma seleção europeia na edição seguinte.

A Espanha aparece como favorita principalmente por sua elevada pontuação no ranking Elo, utilizado pelo modelo. Já a Argentina, apesar de figurar entre as seleções mais fortes do mundo, teria suas chances reduzidas pela tendência histórica de queda de desempenho de equipes que chegam à competição como atuais campeãs.

A França, por sua vez, seria eliminada pela Espanha em uma fase anterior à decisão. Já a Inglaterra enfrentaria dificuldades por fatores geográficos, especialmente se tivesse de disputar partidas em locais de maior altitude, como a Cidade do México.

E o Brasil?

O cenário mais provável projetado pelo Goldman Sachs coloca o Brasil entre os quatro semifinalistas da competição.

Segundo o modelo, a Seleção Brasileira venceria seus compromissos na fase de grupos e avançaria no mata-mata superando adversários como Japão, Noruega e Inglaterra.

A trajetória, porém, terminaria na semifinal diante da Argentina. Do outro lado da chave, a Espanha eliminaria a França, formando uma final entre espanhóis e argentinos. O país ficaria ainda em quarto lugar em disputa com o país francês.

Como funciona o modelo?

O modelo do Goldman Sachs utiliza dados de quase 20 mil partidas disputadas por seleções desde 1978 para estimar a quantidade de gols que cada equipe tende a marcar e sofrer.

A análise é baseada no sistema Elo, originalmente criado para classificar enxadristas, mas hoje amplamente utilizado para medir a força relativa de equipes esportivas.

Além disso, o banco incorpora outras variáveis, como momento recente das seleções, desempenho histórico em torneios e fatores geográficos, levando em consideração as condições locais das partidas e o impacto que elas podem ter sobre cada equipe.

*Sob supervisão de Renan Dantas

AutorIsabella Gargano
FonteMoney Times
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