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Sacre Investimentos
MercadosACS
15/07/2026
3 min

O cenário piorou, e é hora de segurar a carteira, diz BofA; veja uma ação para comprar e duas para evitar

O cenário piorou, e é hora de segurar a carteira, diz BofA; veja uma ação para comprar e duas para evitar

O cenário piorou. Pelo menos essa é a visão do Bank of America (BofA) para a economia brasileira: os economistas veem mais juros pela frente.

Se antes a expectativa era de uma Selic em torno de 12%, agora o cenário é de juros significativamente mais altos em 2026 e 2027, com impacto direto sobre os custos de financiamento, a qualidade do crédito, o crescimento da carteira de empréstimos e os volumes negociados.

Com isso, os analistas reajustaram suas expectativas e elegeram uma ação que ganha em todos os cenários, do mais otimista ao mais pessimista: a B3(B3SA3).

O papel teve a recomendação elevada de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 22, ante R$ 20, o que representa um potencial de valorização de 43,5% em relação ao fechamento de terça-feira. Por volta das 14h, as ações subiam 2,54%, a R$ 15,72, enquanto o Ibovespa caía 0,7%.

Para os analistas, em um ambiente de juros elevados, o perfil defensivo de geração de receitas da B3 tende a se destacar. Além disso, a ação é negociada perto de suas mínimas históricas, com preço sobre lucro (P/L) de 11,2 vezes para 2027.

Ao mesmo tempo, argumenta o banco, o papel oferece um potencial de valorização significativo caso o ambiente macroeconômico melhore.

Quais ações evitar?

Por outro lado, o BofA rebaixou as recomendações de Stone(STNE) e PagBank (PAGS) de compra para neutra. Segundo os analistas, um cenário de juros mais altos tende a prejudicar ainda mais as duas empresas.

“Os custos de financiamento estão correlacionados às taxas de juros e devem continuar pressionando a rentabilidade do negócio de pagamentos.”

No caso do PagBank, o cenário macroeconômico mais desafiador deve dificultar a execução da estratégia de crédito anunciada em setembro do ano passado.

“Embora a avaliação permaneça pouco exigente, acreditamos que a relação risco-retorno se tornou mais equilibrada, uma vez que as expectativas de lucros foram recalibradas para o novo cenário macroeconômico.”

O preço-alvo foi reduzido de US$ 12 para US$ 10.

Já para a Stone, o BofA argumenta que taxas de juros mais altas aumentam os custos de financiamento no segmento de pagamentos, além de desacelerarem o crescimento da carteira de crédito e elevarem as provisões para perdas.

O banco também cortou as estimativas de lucro para 2026 e 2027 para incorporar essas pressões, passando a trabalhar com projeções bem abaixo do consenso do mercado.

“Embora a perspectiva de lucros tenha se enfraquecido, a baixa avaliação das ações limita o risco de queda, levando-nos a adotar uma postura mais equilibrada.”

Com isso, o BofA reduziu o preço-alvo da Stone de US$ 23 para US$ 13.

AutorRenan Dantas
FonteMoney Times
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