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NegóciosMPOL
25/08/2026
5 min

O desafio de fazer tudo: como 4 empreendedores gerenciam finanças sem perder o foco do negócio

Pesquisa indica que 69% dos donos de PMEs no Brasil são os únicos responsáveis pela gestão financeira do próprio CNPJ

O desafio de fazer tudo: como 4 empreendedores gerenciam finanças sem perder o foco do negócio

No ecossistema dos pequenos e médios negócios brasileiros, a gestão financeira raramente fica isolada em um departamento específico. Um levantamento realizado pela Cora, em parceria com a Hibou, com cerca de 1.300 empreendedores, revela que 69% dos respondentes são os principais responsáveis pela gestão financeira do próprio negócio. Na prática, a mesma pessoa que desenvolve produtos, atende clientes e busca novas vendas precisa acompanhar o caixa, organizar pagamentos e tomar decisões estratégicas.

Para simplificar essa rotina e reduzir o tempo dedicado às tarefas administrativas, a Cora desenvolve soluções para a rotina financeira de quem empreende, reunindo em um só lugar recursos para pagamentos, transferências, Pix e boletos. A seguir, quatro clientes da instituição mostram como organizam as finanças em meio à produção, atendimento e vendas.

Sandro Teixeira, fundador do Boteco do Teixeira: empreendedor transformou bar e ampliou a operação com uma segunda unidade no Rio de Janeiro. (Cora/Divulgação)

Crescimento exige estrutura

Quando a empresa de comunicação visual de Sandro Teixeira pegou fogo, ele comprou o restaurante do pai e de seu sócio, em Duque de Caxias (RJ). Durante a reforma, o pai adoeceu e foi internado; Sandro mudou os planos, batizou o espaço de Boteco do Teixeira e abriu as portas em 2012 com a homenagem na marca.

A gestão veio na prática. Sandro cuidava do salão, cobria ausências na cozinha e no caixa, e acompanhava estoque, equipe e pagamentos. Quando empresas da região suspenderam contratos e deixaram valores em aberto, ele chegou a considerar o fechamento. "A gente tinha que montar uma área administrativa, uma área de RH, para a coisa começar a funcionar. Não era só vender comida", lembra.

A operação cresceu: ganhou uma segunda unidade na Barra da Tijuca e deu origem ao Quintal dos Botecos, marca de eventos gastronômicos. Com a maior complexidade da operação, Sandro passou a usar a Cora para emitir boletos, fazer transferências, programar pagamentos e consultar movimentações. "Tempo é a única coisa que o empreendedor não tem", diz.

Quando um hobby vira empresa

Tsunae D’Avola foi dentista por quase quatro décadas em São Paulo. Começou preparando coffee breaks para reuniões da empresa onde o filho trabalhava e, quando a pandemia interrompeu as atividades do consultório, passou a vender marmitas, formalizou a operação e fez cursos de panificação e gastronomia.

Com a empresa, vieram desafios que não estavam na cozinha. Preparar os alimentos era apenas uma parte do trabalho. Para transformar a atividade em negócio, Tsunae também precisou aprender a calcular custos, dimensionar compras, controlar sobras, emitir notas e acompanhar diferentes formas de recebimento.

A Cora se tornou sua primeira conta digital PJ. Tsunae utiliza principalmente o Pix e o cartão de débito para acompanhar os gastos pelo aplicativo. “Está sempre registrado, é fácil de trabalhar. O Pix funciona super bem. Isso me ajuda muito”, afirma.

Entre a arte e a gestão

A artista plástica e designer Vilma Kano começou a vender obras para pagar o próprio tratamento contra um câncer de mama, diagnosticado em 2012. Depois, passou a destinar parte da renda das vendas a pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, em 2017, formalizou a ONG que leva seu nome.

Diferentemente de uma empresa tradicional, em uma organização social nem todo recurso que entra está necessariamente disponível para qualquer finalidade. Doações podem ter destinos específicos, enquanto apoios de parceiros reduzem determinadas despesas sem gerar uma movimentação financeira direta. As contribuições também variam bastante e muitas são espontâneas, chegando a valores de R$ 5.

Com o apoio de um contador, ela centraliza a gestão financeira na Cora, onde faz pagamentos pelo aplicativo e acompanha as movimentações. A escolha também levou em conta a possibilidade de receber doações por Pix sem tarifa.

Da lavanderia para o ateliê

Em Salvador, Naiane Gaspar Nunes trabalhou por mais de 20 anos no serviço público da Bahia como psicóloga. Em janeiro de 2024, fez uma aula de cerâmica. Duas semanas depois, estava matriculada em uma formação de extensão universitária e, em março, começou a produzir as primeiras peças. O primeiro espaço de produção era na sua lavanderia, que media apenas 60 por 60 centímetros. A lista de responsabilidades, porém, cresceu rapidamente.

À produção das peças se somaram compra de materiais, vendas, divulgação, contato com clientes e controle financeiro. Para evitar que a administração ocupasse o espaço que queria dedicar à criação, Naiane passou a concentrar as movimentações do ateliê na Cora.

Ela destaca que vê na facilidade de gestão uma forma de recuperar tempo para a atividade principal do negócio. “Quanto mais fácil for essa gestão, mais tempo consigo dedicar à produção das peças”, afirma.

O desafio de fazer tudo

Os negócios de Sandro, Tsunae, Vilma e Naiane têm pouco em comum quando vistos de fora. Há um restaurante, uma empresa de gastronomia, uma organização social e um ateliê de cerâmica. Por dentro, porém, eles revelam uma característica compartilhada por boa parte dos pequenos negócios brasileiros: as decisões financeiras continuam muito próximas de quem produz, vende e atende.

É justamente por isso que simplificar essa rotina importa. Quando tarefas como acompanhar movimentações, organizar pagamentos e receber clientes exigem menos tempo e esforço, a gestão financeira deixa de competir tanto com aquilo que fez o empreendedor abrir o negócio em primeiro lugar.

AutorExame Brand Solutions
FonteExame
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