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Sacre Investimentos
ColunistasACS
13/08/2026
4 min

O eclipse no crédito privado, o resultado do Banco do Brasil (BBAS3) e o que mais move o mercado hoje

Um alinhamento de notícias ruins no mercado de crédito corporativo afastou investidores de fundos incentivados; entenda por que esse eclipse esconde bons ativos

O eclipse no crédito privado, o resultado do Banco do Brasil (BBAS3) e o que mais move o mercado hoje

Um dos fenômenos astronômicos mais aguardados do ano aconteceu ontem: um eclipse solar total, visível para milhões de pessoas no hemisfério Norte.

Por depender de um alinhamento perfeito entre a Terra, a lua e o sol, é um momento raro e efêmero. Em seu ponto de maior duração, perto da Islândia, a lua encobriu o sol por pouco mais de dois minutos.

No Brasil, o próximo evento do tipo será um eclipse parcial, em 6 de fevereiro de 2027, que será visto em todo o país. Já o próximo eclipse solar total ocorrerá em 12 de agosto de 2045, mais observável no nas regiões Norte e Nordeste.

Além disso, nesta semana também houve um alinhamento planetário, com Júpiter, Mercúrio, Marte, Urano, Saturno e Netuno aparecendo em linha no céu, antes do amanhecer. Para completar, chuvas de meteoros foram vistas por todo o mundo.

Por aqui, apesar de não termos vislumbrado o eclipse, estamos vendo um alinhamento de notícias ruins para o mercado de crédito privado. Recuperações judiciais e extrajudiciais, reestruturações de dívida e retorno desses fundos no vermelho afastaram investidores, que correram para a renda fixa conservadora.

No entanto, essa chuva de acontecimentos ruins eclipsou bons títulos, que acabaram ficando escondidos.

E, assim como a corrida para ver o eclipse solar no hemisfério Norte levou ao esgotamento dos óculos especiais em diversos países, a corrida para sair dos fundos incentivados levou à escassez de bons retornos.

Já quem ficou investido pode dar graças aos astros, porque passou a ter uma remuneração mais alta.

A repórter Monique Lima conversou com Paulo Bokel, head de crédito privado da Absolute Investimentos, para explicar o cenário. Confira nesta matéria aqui.

A cabeça do gringo: A visão do investidor estrangeiro sobre o Brasil

No novo episódio do Touros e Ursos, Luis Ferreira, diretor de investimentos para as Américas do private banking suíço EFG, revela como o investidor estrangeiro enxerga o Brasil neste momento.

Durante a entrevista, ele analisa as perspectivas para as eleições presidenciais, os riscos fiscais e os fatores que podem influenciar o fluxo de capital estrangeiro para o país.

Ferreira também comenta as principais teses de investimento no Brasil e no exterior e explica onde estão as oportunidades que mais chamam a atenção dos investidores globais. Veja o vídeo completo aqui:

Esquenta dos mercados

Após seis pregões seguidos em alta, os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira (13), mesmo sem sinais de avanços nas negociações entre os EUA e o Irã. Com a commodity em queda, os holofotes se voltam para a temporada de balanços do 2T26.

Na Europa, as bolsas amanhecem no azul, enquanto investidores digerem resultados de empresas da região e dados econômicos, com destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido e a produção industrial na Zona do Euro.

Já os mercados asiáticos fecharam o pregão de hoje sem uma direção única, com o apetite por ações de tecnologia e de inteligência artificial ajudando a sustentar os ganhos do dia.

Em Wall Street, os índices futuros de Nova York registram leve alta, enquanto os investidores aguardam a divulgação de dados de inflação ao produtor (PPI) dos EUA.

Por aqui, a agenda econômica desta quinta-feira tem como destaque a Pesquisa Mensal do Comércio, com os dados de vendas no varejo restrito e ampliado referentes a junho.

Os holofotes também se voltam para o balanço do Banco do Brasil, divulgado ontem após o fechamento do pregão. A instituição financeira surpreendeu o mercado com um lucro de R$ 3,9 bilhões. A repórter Camille Lima esmiuçou a estratégia do banco para deixar a crise para trás. Confira a reportagem aqui.

Outros destaques do Seu Dinheiro

BOM PARA O AMBIENTE E PARA O BOLSO
Investimento sustentável com R$ 10: BTG lança primeiro ETF voltado para o desenvolvimento da Amazônia. O fundo de índice investe em debêntures, títulos públicos e ativos sustentáveis ligados ao financiamento de projetos na região.

SD ENTREVISTA
A “operação resgate” da Westwing (WEST3): CEO revela o plano para virar o jogo após tombo de 97% desde o IPO. André Machado afirmou ao Seu Dinheiro que, após queimar milhões em caixa, varejista abandonou a estratégia de “loja de tudo” e aposta em marca própria, eficiência e curadoria

LONGO PRAZO
Ação da Vale (VALE3) atrai gringos, mas não brasileiros; por que o BTG acredita que ainda vale a pena investir de olho em dividendos. "Proventos extraordinários continuam sendo uma possibilidade para este ano, oferecendo algum potencial de alta aos retornos", diz o BTG.

FORA DO ÓBVIO
Além da Chardonnay: 6 uvas brancas que os sommeliers recomendam conhecer. Sommeliers indicam seis variedades menos conhecidas que produzem vinhos cheios de personalidade.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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