O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
Em novo episódio do podcast Touros e Ursos, o analista Matheus Spiess analisa a reação estressada dos mercados à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato e a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) mudaram rapidamente o humor dos investidores. O otimismo que vinha sustentando a bolsa brasileira, fortalecendo o real e aliviando os juros futuros deu lugar a uma onda de aversão ao risco, com o mercado revendo posições diante do novo cenário político.
A reação veio em ritmo acelerado. No primeiro pregão após o resultado das urnas, o Ibovespa chegou a cair 17% ao longo do dia e encerrou as negociações em baixa de 13,88%.
A intensidade do movimento levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando as perdas do índice superam 10%.
No câmbio, o dólar disparou 8% no dia e retornou ao patamar de R$ 5,40, enquanto as taxas dos juros futuros nos prazos mais longos saltaram cerca de 20%, voltando à faixa dos 15% ao ano, mesmo nível observado no início do ciclo de cortes da taxa Selic.
O tombo na bolsa foi o retrato mais imediato da mudança de percepção dos investidores: o cenário que antes alimentava as apostas em ativos brasileiros deu lugar à cautela, com uma reprecificação dos riscos políticos e econômicos à frente.
Mas, afinal, por que os investidores torceram tanto o nariz para os resultados das urnas? O analista da Empiricus e colunista do Seu Dinheiro Matheus Spiess dissecou as razões da reação extrema do mercado no novo episódio do podcast Touros e Ursos, apresentado pela editora-chefe do Seu Dinheiro, Julia Wiltgen, e pelo editor do Money Times, Renan Sousa.
Durante o programa, Spiess também deu o caminho das pedras para o investidor navegar em um ambiente de volatilidade elevada e inflação sob pressão.
Estratégia de investimentos: Onde alocar a carteira no 'Lula 4'?
Com a perspectiva de um novo equilíbrio marcado por juros estruturalmente mais altos e inflação pressionada, Spiess defende uma postura de proteção e seletividade rigorosa na carteira de investimentos.
O analista avalia que a exposição internacional passa a ser essencial, já que os ativos gringos garantem proteção em moeda forte.
Spiess recomenda alocar pelo menos 30% da carteira em ativos globais — ou seja, ações estrangeiras, renda fixa internacional e ouro —, podendo chegar a 50% em cenários de inflação descontrolada.
Como de costume, o episódio trouxe também os principais destaques positivos, os Touros, e negativos, os Ursos, indicados pelos participantes da bancada.
Na ponta vermelha, Magazine Luiza (MGLU3), Jair Bolsonaro, Títulos Públicos Prefixados e NTN-B foram avaliados como os principais ursos dos últimos dias.
Já os Touros da semana foram personificados pelo processo eleitoral brasileiro, as ações exportadoras e o dólar.
Além disso, os apresentadores homenagearam as ginastas Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, que conquistaram, respectivamente, a medalha de ouro no salto e bronze na trave.
Wiltgen destacou o desempenho histórico das atletas e as parabenizou pelo esbanjamento de carisma no Mundial de Ginástica Artística. Confira o episódio completo aqui.
*Este texto foi produzido com auxílio de Inteligência Artificial.
