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Sacre Investimentos
ColunistasACS
02/10/2026
4 min

O ESG na análise de risco, o impacto das eleições na Petrobras (PETR4) e o que mais move o mercado hoje

Para a Régia Capital, avaliar os riscos ESG de uma empresa é essencial na análise de crédito; veja por que gestora acredita que a sustentabilidade, preocupação social e de governança nunca saíram de moda

O ESG na análise de risco, o impacto das eleições na Petrobras (PETR4) e o que mais move o mercado hoje

O mundo deve ultrapassar um marco preocupante nos próximos anos. O aumento de temperatura média no planeta deve superar 1,5° C, limite definido há uma década no Acordo de Paris para evitar consequências como eventos climáticos mais intensos.

O novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) prevê que, mesmo no cenário mais otimista, a elevação da temperatura da Terra deve chegar a 1,8°C.

E as questões de sustentabilidade, sociais e de governança vão muito além do aquecimento global e casos recentes do mercado brasileiro ilustram o tamanho desse escopo.

Na Braskem, o afundamento do solo em Maceió gerou perdas bilionárias e aumentou a pressão financeira sobre a companhia. Na Ambipar, questionamentos ligados à governança contribuíram para a deterioração da percepção de risco dos investidores.

E tem as Casas Bahia, com um passivo trabalhista bilionário que piorou a situação do caixa e do endividamento.

Com problemas mais urgentes à nossa volta, como crédito caro aumentando o endividamento das famílias e das empresas, as questões ESG saíram um pouco do nosso radar. Mas continuam tão relevantes quanto eram há alguns anos, se não mais.

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fernando Tinoco, sócio e gestor de crédito da Régia Capital, afirma que os fatores ESG fazem parte da análise de risco de crédito de uma empresa, já que podem comprometer a operação, seu caixa e a reputação de uma companhia.

Entenda nesta matéria aqui, da repórter Monique Lima.

Ação à prova da eleição?

Com o cenário eleitoral cada vez mais acirrado, tanto no primeiro quanto no segundo turno, a bolsa de valores fica cada vez mais instável. Cada nova pesquisa favorece ou derruba as ações mais voltadas ao ambiente doméstico.

Por isso, chegou a hora de procurar empresas mais resilientes, que se mantenham rentáveis não importa o resultado das eleições.

O colunista Ruy Hungria mostra qual é sua visão sobre uma das maiores companhias brasileiras, com uma das ações mais relevantes para o Ibovespa. Confira nesta matéria aqui.

Esquenta dos mercados

As eleições deste domingo (4) roubam a cena dos mercados locais hoje em meio a uma agenda econômica esvaziada por aqui, contando apenas com os dados da produção industrial no Brasil de agosto como destaque.

Em contrapartida, o dia dos investidores internacionais será agitado. Os holofotes se voltam para a divulgação do payroll, relatório de emprego dos EUA.

Esta sexta-feira (2) também traz um alívio para os mercados: a redução da pressão sobre os preços do petróleo, que amanhecem em queda.

O movimento ocorre apesar do aumento das tensões entre EUA e Irã. O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o país persa com mais ataques, enquanto forças militares dos EUA reforçam sua presença na região.

O cenário no Oriente Médio pesou sobre as bolsas asiáticas, que fecharam o pregão de hoje em queda. A exceção foi a China, que não abriu negociações por conta de um feriado local.

Já a Europa ensaia uma recuperação das perdas da véspera e inicia o dia majoritariamente no azul. Em Wall Street, o clima é semelhante, com os índices futuros de Nova York indicando uma sessão de ganhos por lá.

Outros destaques do Seu Dinheiro

PRAIA URBANA
Beyond The Club: como é (e quanto custa) ser sócio do clube de surf e lifestyle em SP. Com títulos a partir de R$ 900 mil, o Beyond The Club reúne praia artificial, piscina de ondas, gastronomia, hospedagem e mais de 50 atividades esportivas na Marginal Pinheiros.

VISÃO DO GESTOR
As LCIs e LCAs realmente ajudam a economia? Gestora diz que renúncia de R$ 50 bilhões beneficia mais os bancões do que as empresas. Carta da Leto Capital defende uma reforma dos ativos isentos inspirada em modelos internacionais, com foco em projetos e empresas que realmente dependem do benefício.

NA RETA FINAL
Flávio está mais à frente de Lula do que parece? Disputa segue acirrada, mas EQI Research revela o que pode virar o jogo. Em relatório divulgado com exclusividade ao Seu Dinheiro, os analistas avaliam que o pêndulo pesa mais para um lado, mas a eleição ainda será disputada na margem.

CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima. Construtora estreia na Faixa 4 do programa e acelera estratégia de avançar sobre públicos de maior renda.

O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue. Acordo com 11 credores elimina R$ 3,94 bilhões em dívida, mas a produtora de cobre ainda enfrenta desafios.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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