O fantasma que assombra as eleições e as contas públicas, a reunião entre EUA e China e o que mais move o mercado hoje
Embora o risco de calote nos títulos do Tesouro seja uma assombração distante, os efeitos de um descontrole fiscal são sentidos por todos os brasileiros. Entenda os impactos do aumento da dívida pública no dólar, nos juros e na bolsa

O mercado financeiro segue assombrado por um fantasma às vésperas da eleição presidencial: o risco fiscal. Voltar a alcançar o equilíbrio entre gastos e receitas do governo é o principal tema de debate entre economistas, analistas financeiros e gestores.
Cada dia, eles escrutinam discursos, planos de governo e anúncios dos candidatos em busca de um compromisso sério com as contas públicas. E cada novo gasto anunciado é quase uma aparição assustadora, abalando a bolsa de valores, os juros dos títulos de renda fixa e o câmbio.
Afinal, quanto mais o gasto sobe acima das receitas, mais a assombração de um calote no título público fica presente no imaginário.
Embora esse perigo esteja distante, os efeitos de um descontrole são bastante reais e presentes no cotidiano não apenas de quem tem dinheiro investido, mas de toda a população.
A repórter Monique Lima explica o que é o risco fiscal e qual o impacto no seu dia a dia nesta matéria aqui.
Uma reunião em meio a um mundo em guerra
Há muito em jogo para uma reunião entre líderes de duas potências globais que deve ocorrer nesta semana. A China confirmou a visita do presidente Xi Jinping a Donald Trump nos Estados Unidos durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
A reunião acontece em meio a uma trégua entre os dois líderes, depois de uma escalada tarifária que poderia produzir um choque nas cadeias globais de suprimento. Mas a temperatura continua elevada, e a mesa de negociação entre os dois líderes representa um mundo em guerra.
O colunista do Seu Dinheiro Matheus Spiess explica cada um dos conflitos em jogo e como esses temas afetam a geopolítica e a economia global nesta matéria aqui.
Reserva de emergência na bolsa de valores? Conheça os ETFs de renda fixa
Pode parecer estranho, mas os ETFs de renda fixa surgem como uma nova alternativa para quem busca segurança, praticidade e eficiência tributária.
O SD Explica mostra como esses ETFs funcionam, as diferenças em relação ao Tesouro Selic, CDBs e Tesouro Reserva, como acontece a tributação e quais são os pontos de atenção em relação à liquidez.
Mas será que vale a pena colocar sua reserva de emergência em um ETF? Entenda as vantagens e os riscos desses produtos antes de tomar uma decisão com o vídeo completo.
Esquenta dos mercados
A agenda econômica sai do foco e dá espaço para a geopolítica nesta terça-feira (22), com o início da reunião da ONU nos Estados Unidos. O discurso de abertura do evento será feito pelo presidente do Brasil.
A expectativa é que Lula defenda democracia e soberania durante a fala, temas centrais na campanha eleitoral do petista. Vale lembrar que o discurso ocorre a 12 dias das eleições.
Embora Lula também deva mencionar as tarifas comerciais e regras de comércio internacional, é esperado que ele não cite Donald Trump nominalmente.
Já o presidente dos EUA, que também discursará no encontro, deve falar sobre a guerra com o Irã. É esperado também que Trump realize uma reunião com países do Golfo Pérsico.
Antes mesmo do início do encontro, os mercados já sentem a redução da pressão. Os preços do petróleo caem nesta manhã após informações de que Teerã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso os EUA aliviassem o bloqueio atual.
Com as expectativas renovadas para avanço das negociações entre os governos norte-americano e iraniano, os principais índices europeus amanhecem em alta.
Em Wall Street o clima é semelhante, com os futuros de Nova York indicando um dia de ganhos por lá.
Já na Ásia, as bolsas fecharam o pregão de hoje sem direção única. No Japão, o mercado acionário não opera desde ontem e só reabrirá na quinta-feira por conta de feriados locais.
Por aqui, os investidores digerem também a ata do Copom e ficam de olho na reorganização da JBS na bolsa brasileira.
Outros destaques do Seu Dinheiro
ACELERADA CHINESA
Novas marcas chinesas de carros chegam ao Brasil: estratégias, guerra de preços e o impacto no mercado. Entrantes como Baic, DFM e IM Motors desembarcam no país com planos agressivos. Consultorias apontam alta concentração nas vendas, aperto de margens nas concessionárias e forte reação das montadoras tradicionais.
EM ESPERA…
Nubank, BTG Pactual e Banco do Brasil: os gringos já escolheram onde investir, agora só falta o gatilho certo para apertar compra. Investidores estrangeiros estão de olho nos dados da economia para entender o momento certo de aumentar as apostas no país.
ÚNICO FORA DA EUROPA
Quanto custa ir ao Café Lacoste? Fomos conhecer a 1ª unidade da América Latina, em São Paulo. Instalado ao lado da boutique da grife no Shopping Cidade Jardim, café oferece clássicos franceses e sobremesa em formato de camisa polo; veja o que provamos e quanto custa.
ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding. JF pede registro de companhia aberta na CVM para ampliar acesso a dívida, reforçar governança e acelerar a transformação em conglomerado global.
MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica. Oferta avança enquanto a petroquímica negocia a reestruturação de uma dívida de US$ 10,9 bilhões.
